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Tentativa anterior de acordo entre Farc e governo da Colômbia, assinada em outubro, foi rejeitada em referendo popular. Desta vez, haverá apenas a ratificação pelo Congresso Agência Lusa/EPA, Ricardo Maldonado/Direitos Reservados

BC, SC, Brasil.- O governo colombiano e o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assinaram  o dia 24 de novembro o segundo acordo de paz para tentar colocar fim a um conflito armado de 52 anos, um dos mais longos na América Latina.

Após o primeiro acordo ser rejeitado em referendo popular no dia 2 de outubro, o governo e as Farc assinarão este segundo texto de paz em uma cerimônia discreta, ao contrário do que ocorreu há dois meses, em Cartagena, quando o presidente Juan Manuel Santos e o líder das Farc, Rodrigo Londoño, firmaram o documento histórico diante de 13 chefes de Estado e 2,5 mil convidados.

A assinatura do segundo acordo ocorreu no período da manhã, no Teatro Colón, de Bogotá, construído entre 1885 e 1895 e localizado diante do Palácio San Carlos, sede do Ministério das Relações Exteriores. Devem participar da cerimônia apenas Santos, Londoño e outros membros das Farc.

Um acordo de paz tem sido negociado pelo governo colombiano com as Farc há quatro anos, com reuniões em Cuba. Após várias rodadas, as duas partes chegaram a um consenso, mas o acordo foi rejeitado pelos eleitores, em uma das piores derrotas políticas para Santos, que recebeu este ano o Prêmio Nobel da Paz.

Um dos principais opositores ao acordo é o ex-presidente Álvaro Uribe, que continua criticando o segundo texto, alegando que ele ainda contém “temas graves que não foram modificados”. Uribe também exigiu que o novo texto passe por outro referendo popular, apesar de Santos ter prometido que o acordo será ratificado imediatamente pelo Congresso, onde tem o apoio da maioria.

“Tenho dito que o acordo deve ser apresentado em referendo popular, como ocorre com todo tema sensível ao qual não há consenso”, comentou o ex-mandatário, segundo a Agência Ansa.

No referendo anterior, os eleitores mais consevadores votaram “não” ao acordo devido a pontos sensíveis, como a participação de membros das Farc na política colombiana e a suposta “impunidade” (redução de penas) de crimes cometidos pelo grupo.

O conflito armado entre as Farc e o Exército colombiano já matou mais de 260 mil pessoas. Em seu auge, o movimento de extema-esquerda realizava sequestros de civis e atentados.

Cabe assinalar que a informação foi facilitada no dia 24 de novembro pela Agência Brasil (EBC).