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Trabalho avalia nível de exposição dos países a atos terroristas,
protestos e ações de violência no Brasil durante os Jogos Olímpicos

A Foto ABIN - Londres-2012-Brasil-Abertura

Foto ABIN – Londres-2012-Brasil-Abertura

Brasília DF / BC, SC, Brasil.- O nível de exposição das 205 delegações estrangeiras a ameaças de violência, terrorismo e protestos no Brasil durante os Jogos Olímpicos foi avaliado pela ABIN. O resultado do trabalho, concluído no início de abril, está no Relatório de Sensibilidade das Delegações. O documento foi difundido aos órgãos públicos envolvidos na segurança do Jogos.

As delegações participantes das Olimpíadas foram classificadas em um ranking conforme o nível de sensibilidade de cada país. O nível de exposição foi dividido em cinco categorias: Muito Alto, Alto, Médio, Baixo e Muito Baixo.

Do total de delegações, 20 apresentaram níveis de sensibilidade Muito Alto ou Alto e 38 apresentaram nível de sensibilidade médio. As demais 147 delegações estão distribuídas nos grupos de nível de risco Baixo ou Muito Baixo.

Relatório

A finalidade do relatório é permitir que, tanto no Rio de Janeiro/RJ quanto nas cidades-sede do futebol, os órgãos de segurança tenham informações atualizadas para alocar recursos de maneira adequada ao nível de sensibilidade de cada delegação.

“O relatório de sensibilidade não se confunde com um alerta de terrorismo. Nesse relatório não avaliamos a iminência de um ataque, mas sim os riscos a que as delegações estão expostas. Trata-se de um processo de gestão para contribuir com o planejamento da segurança dos Jogos, otimizando a distribuição de recursos e minimizando riscos”, explica o diretor de Contrainteligência da ABIN, David Bernardes.

Eixos

O relatório analisa a sensibilidade dos países sob dois eixos: geopolítico e de terrorismo. No âmbito geopolítico, foram considerados na análise aspectos como os conflitos armados e questões diplomáticas enfrentados pelo país, fatores históricos e conjunturais, além de questões sociais, políticas e econômicas. Trata-se de indicadores dos riscos de que a delegação possa ser alvo de protestos violentos que ameacem sua segurança ou causem constrangimentos.

No eixo terrorismo, foram avaliados sobre cada país aspectos de sua conjuntura interna que possam motivar atos terroristas, envolvimento nas iniciativas internacionais de combate ao terrorismo, ameaças atuais e a capacidade operacional no Brasil de grupos extremistas que atuem nesse país. Bases de dados internacionalmente reconhecidas também foram utilizadas para fundamentar o trabalho de Inteligência.

 Resultados

“A lista não reflete necessariamente percepções intuitivas sobre o nível de risco de terrorismo ou de ações violentas que incide sobre cada delegação. Isso por que o relatório da ABIN consolida uma análise sobre o nível de risco a que as delegações estão expostas no território brasileiro e não o nível de exposição da população do país a um ataque ou ato violento em seu próprio território”, explica Bernardes.

A avaliação de sensibilidade das delegações é um produto da ABIN desenvolvido para os grandes eventos no Brasil. Os relatórios subsidiaram o planejamento de segurança da Conferência Rio+20 (2012), da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014.