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Federais investigam novos fatos descobertos na Operação Lava Jato

A Foto PF do Brasil  -

Goiânia/GO, BC, SC, Brasil. – A Polícia Federal deflagrou, na madrugada do dia 26 de fevereiro, a Operação “O Recebedor”, que investiga desdobramentos de fatos apurados na Operação Lava Jato, com base nos elementos colhidos em acordo de leniência e delação premiada de um dos investigados. Ele forneceu provas documentais e testemunhais contra outras empresas e pessoas que também teriam participado do esquema criminoso.

Segundo a Agência de Noticias da Polícia Federal, ao todo são sete mandados de condução coercitiva e 44 mandados de busca, que estão sendo cumpridos simultaneamente nos estados do Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal e Goiás. Membros do Ministério Público Federal em Goiás também participam dos trabalhos.

As buscas visam a recolher provas do pagamento de propina para a construção das ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste, bem como da prática de cartel e lavagem do dinheiro ilícito obtido por meio do superfaturamento de obras públicas.

De acordo com nota oficial, somente no estado de Goiás, foi detectado um desvio da ordem de mais de R$ 630 milhões, considerando-se somente os trechos executados na construção da Ferrovia Norte-Sul.

Ainda, de acordo com as investigações, as empreiteiras realizavam pagamentos regulares, por meio de contratos simulados, a um escritório de advocacia e a mais duas empresas sediadas no estado de Goiás, que eram utilizados como fachada para maquiar uma origem lícita para o dinheiro proveniente de fraudes em licitações públicas.

Todos os investigados responderão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

fraudes em benefícios previdenciários

Os Federais, em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério Público Federal, deflagrou no dia 26 de fevereiro a Operação Tânato, para desarticular organização criminosa responsável por crimes previdenciários que atuava desde 2009, em São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, São Bento e Palmeirândia, no Maranhão.

O prejuízo, inicialmente identificado, aproxima-se de R$ 4,3 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão desses benefícios aproxima-se de R$ 6,5, segundo a PF (nota do dia 26/02).

A operação contou com a participação de 60 policiais federais e 2 servidores da Previdência Social. Foram cumpridos 28 mandados judiciais: 16 de busca e apreensão e 12 de condução coercitiva, além do arresto de bens e de veículos dos envolvidos.

As investigações, iniciadas em 2013, levaram à identificação de um esquema criminoso no qual eram adquiridos cartões magnéticos, utilizados para saques de benefícios do INSS, após o falecimento dos segurados (saques post mortem).

No decorrer das investigações, também foi comprovada a falsificação de documentos públicos para fins de requerimento de benefícios previdenciários e assistenciais. A organização criminosa também contava com a participação de um servidor do INSS.

Diz a informação oficial que, o nome Tânato, que na mitologia grega significa a personificação da morte, foi escolhido em alusão ao esquema criminoso, cujo principal modus operandi seria o recebimento de benefícios após o falecimento dos segurados.