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Foto TurquiaBC, SC, Brasil.- Um atentado com carro-bomba contra forças militares em Ancara provocou pelo menos 18 mortes e deixou 45 pessoas feridas, informou o 17 de fevereiro o governador da capital turca, Mehmet Kiliclar. O ataque teve como alvo um comboio de veículos que transportava militares, disse Kiliclar, de acordo com informações dos canais televisivos CNN-Turk e NTV.

Na sequência do atentado, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, decidiu cancelar uma viagem a Bruxelas, onde participaria nesta quinta-feira (18) de encontro dos líderes da União Europeia para discutir a crise dos refugiados.

Autoridades do governo, do Exército e dos serviços de informações turcos reuniram-se no palácio presidencial de Ancara, na presença do chefe de Estado, Recep Tayip Erdogan, e de Davutoglu, informou a imprensa local.

Bombeiros e ambulâncias foram enviados para o local do atentado, perto do quartel-general das Forças Armadas turcas e do Parlamento. A área foi isolada pela polícia.

A NTV disse que a explosão aconteceu perto de um bloco residencial destinado a oficiais superiores. O porta-voz do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, no poder), Omer Celik, já condenou firmemente o ataque. “O terror atacou Ancara traiçoeiramente. Amaldiçoamos esse ataque”, afirmou.

Diversos jornais e televisões publicaram nas suas páginas da internet fotografias de uma coluna de fumaça perto de um complexo militar no centro da capital da Turquia, enquanto testemunhas indicaram que a explosão pôde ser ouvida em diversas áreas da cidade.

A Turquia registra uma série de atentados desde o verão passado, atribuídos pelas autoridades ao grupo jihadista Estado Islâmico.

Os ataques com explosivos a comboios de veículos militares são uma das táticas do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). No entanto, a guerrilha curda tem atuado apenas no Sudeste da Turquia, e seria a primeira vez que lançou um ataque dessa dimensão no coração da capital turca, onde há muitas instalações militares e oficiais.

A capital da Turquia já estava em alerta após dois homens-bomba terem causado a morte de 101 pessoas, em 10 de outubro, durante uma manifestação de ativistas pela paz perto da principal estação ferroviária de Ancara, o mais grave atentado terrorista na história moderna do país e atribuído ao Estado Islâmico.