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Um representante do governo egípcio, Hussam el-Kawish, disse à Sputnik que o avião russo ficou completamente destruído e que não há sobreviventesAgência Sputinik

Um representante do governo egípcio, Hussam el-Kawish, disse à Sputnik que o avião russo ficou completamente destruído e que não há sobreviventesAgência Sputinik

BC, SC, Brasil.- O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou dia 6 de novembro que vai seguir a recomendação do Serviço de Segurança (FSB, antiga KGB) de suspender os voos da Rússia para o Egito até que estejam determinadas as causas da queda do Airbus A-321.

“O chefe de Estado está de acordo e vai colocar em prática a recomendação, assim como garantir o regresso ao país dos cidadãos russos que se encontram no Egito”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

O Airbus da companhia Metrojet caiu no sábado (31) no Sinai, após ter decolado de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, deixando 224 mortos.

A autoria do desastre foi reivindicada pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).

As administrações norte-americana e britânica declararam que é possível que um explosivo tenha causado a queda do avião, enquanto o Egito e a Rússia tinham pedido paciência antes de tirar conclusões até que os resultados da investigação sobre o acidente sejam conhecidos.

Avião russo que caiu no Egito

O Airbus-A321 de linhas aéreas russas Metrojet/Kogalymavia que saiu de Sharm el Sheikh com destino a São Petersburgo desapareceu dos radares no sábado de manhã 31novembro, 23 minutos após a decolagem.

Um representante do governo egípcio, Hussam el-Kawish, disse à Sputnik que o avião russo ficou completamente destruído e que não há sobreviventes.

Por enquanto, os corpos de mais de cem pessoas já foram encontrados.

Os corpos e possíveis sobreviventes serão levados de avião para o Cairo, disse um oficial à Reuters.

Um funcionário egípcio do Ministério da Saúde disse ao jornal Ahram que 15 ambulâncias foram enviadas ao centro de Sinai Al-Hasana City, acrescentando que foi declarado “estado de emergência”.

Segundo a embaixada russa no Egito, o voo transportava 212 passageiros e 7 integrantes da tripulação. O avião decolou de Sharm El-Sheikh às 3h31min e desapareceu do radar 23 minutos depois. A maioria dos passageiros são turistas russos, incluindo 17 crianças.

Os destroços foram encontrados perto da cidade de Arish, no Norte da Península do Sinai.

O Ministério das Relações Exteriores turco desmentiu a informação de que o motivo da catástrofe foram problemas técnicos.

Testemunhas citadas pelo site de notícias al-Masry al-Youm disseram ter visto o avião incendiado, provavelmente do motor.

Segundo Agência Brasil (EBC), o Ministro do Transporte russo já se viajou para o local do acidente.