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PF combate doleiros que movimentaram mais de R$ 2,3 bilhões

A1    Foto Polícia Federal do Brasil (PF)Itajaí/SC / BC, SC, Brasil – A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira 22 de setembro a operação Ex-Câmbio visando desarticular um esquema de crimes financeiros envolvendo quatro organizações criminosas integradas por doleiros que atuavam no estado de Santa Catarina, suspeitas de movimentar cerca de 600 milhões de dólares por ano (considerando a cotação de ontem – R$ 3,98 -,equivale aproximadamente a R$ 2,3 milhões) . A ação ocorre nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Segundo nota distribuída pela Agência de Noticias da Polícia Federal do Brasil, cerca de 280 policiais federais cumprem 27 mandados de prisão, sendo 10 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de prisão temporária, além de 68 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de condução coercitiva. Também foram bloqueados 30 veículos e 37 imóveis, sequestrados. Cumpriram-se os mandados nas cidades de Itajaí/SC, Balneário Camboriú/SC, Itapema/SC, Dionísio Cerqueira/SC, Porto Belo/SC, Joinville/SC, Barracão/PR, Curitiba/PR, Porto Alegre/RS.

Os grupos investigados, que atuavam como agentes oficias do mercado de câmbio, usavam as correspondentes cambiais como fachada para a prática de uma série de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Entre as fraudes praticadas estavam a falsificação da identidade dos adquirentes da moeda estrangeira (boletagem) como também dos reais remetentes e destinatários de divisas ao exterior decorrentes do pagamento de importações (fraude cambial). ­­­­­Também praticavam a evasão de divisas mediante o sistema de dólar cabo.

Diz a informação oficial que, os recursos obtidos com as atividades criminosas eram dissimulados de diversas maneiras, entre elas, o uso de laranjas para a compra de imóveis e carros de luxo e a movimentação de contas bancárias, contando ainda com a participação de dois gerentes de banco. A movimentação dos grupos com essas ações chegava a 600 milhões de dólares por ano.

A investigação teve início em 2011 com a apreensão de mais de US$80 mil transportados clandestinamente por um dos integrantes da organização criminosa investigada. No decorrer dos trabalhos já foram apreendidos mais de US$ 350 mil e R$ 400 mil em espécie.

De acordo com a PF, os envolvidos responderão pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, instituição financeira clandestina, fraude cambial, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, e integração de organização criminosa.