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OTAN apoia Turquia após ofensiva contra Estado Islâmico e curdos

NATO Photo

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Brasília.- O Conselho da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (Otan), principal órgão de decisões da organização, apoiou hoje (28) a Turquia nas ações contra o Estado Islâmico e os rebeldes curdos e garantiu que a “segurança da aliança [Otan] é indivisível”.

Após reunião de urgência em Bruxelas, convocada a pedido da Turquia, entre os embaixadores dos Estados-membros da Otan, foram “fortemente condenados os atentados terroristas contra a Turquia” e expressadas condolências ao governo do país e às vítimas.

“A segurança da aliança é indivisível, mantemos a forte solidariedade com a Turquia”, disseram em comunicado conjunto os representantes dos países aliados após o encontro extraordinário.

A reunião em Bruxelas ocorreu depois de Ancara ter decidido avançar com uma dupla ofensiva, contra o grupo terrorista Estado Islâmico e contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

Ainda no comunicado conjunto após a reunião de emergência, os aliados ressaltaram que o terrorismo coloca uma “ameaça direta à segurança dos países da Otan e à estabilidade e prosperidade internacionais”, numa ameaça global que a comunidade internacional tem de combater em conjunto.

Depois de um atentado suicida atribuído ao Estado Islâmico, em Suruç, no Sul da Turquia, no dia 20 deste mês, no qual morreram 32 pessoas e uma centena ficou ferida, a força aérea turca bombardeou várias vezes posições do grupo islâmico em território sírio.

A Turquia também avançou com uma ofensiva militar contra o PKK. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse que continuará a ofensiva até que os rebeldes curdos deponham as armas.

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, afirmou que não é possível continuar o processo de paz com aqueles que ameaçam a unidade nacional. O governo turco considera o PKK um grupo terrorista, assim como o Estado Islâmico. Pouco depois, um porta-voz do AKP, partido do governo turco, em um movimento contrário, declarou que “não é possível dizer que o processo de paz acabou, de fato”. Segundo Besir Atalay, no momento, existe uma “estagnação”, mas a condição colocada para a manutenção desse processo é que “os elementos terroristas” baixem a guarda e deixem o território turco.

A Turquia justifica a série de ataques aéreos lançados contra bases do PKK no Norte do Iraque como resposta a ataques atribuídos ao movimento curdo que tiveram como alvo membros das forças de segurança.

Essas ações ameaçam acabar com o frágil processo de paz iniciado no outono de 2012 pelo governo de Erdogan com o objetivo de pôr fim a uma rebelião que provocou 40 mil mortos desde 1984.

Hoje, a Comissão Europeia confirmou que o presidente Jean-Claude Juncker conversou por telefone com o primeiro-ministro turco no fim de semana e se reunirá com Erdogan em 5 de outubro.

Nessa conversa, disse hoje a porta-voz da Comissão europeia, Mina Andreeva, Juncker apresentou condolências pelos ataques terroristas recentes, manifestou apoio à Turquia na luta contra o Estado Islâmico e pediu “proporcionalidade” nas ações contra os rebeldes curdos do PKK.

Cabe assinalar que a informações foram fornecidas pela Agência Brasil, com informações da Agência Lusa.