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Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em Brasília.  REUTERS/Ueslei Marcelino

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em Brasília.
REUTERS/Ueslei Marcelino

“Eu acho que tinha que ser já (o início da discussão sobre o tema)… porque você não vai aprovar o parlamentarismo com muita rapidez, ele vai depender de consulta popular e você tem uma dúvida jurídica pelo fato de você ter tido o plebiscito”, explicou Cunha.

“É uma coisa que nós temos que começar agora para valer a partir de 2019, e não a partir de agora.”

É preciso assinalar que a informação foi divulgada pela agência Reuters na quinta-feira 16, de julho.

PMDB E GOVERNO

Questionado sobre os recentes posicionamentos públicos de lideranças do PMDB a favor de uma candidatura própria à Presidência da República em 2018, Cunha afirmou que todos aqueles com alguma influência dentro do partido passaram a convergir sobre o assunto.

“Ontem (quarta-feira), por acaso teve um evento em que todos falaram a mesma língua”, disse o presidente da Câmara, referindo-se a evento de lançamento de plataforma digital de fundação ligada ao PMDB, ocasião em que diversas lideranças da legenda se manifestaram a favor da candidatura própria.

“O que nos une a todos é que ninguém aguenta mais aliança com o PT”, afirmou Cunha, que se tornou uma dor de cabeça para o governo no Congresso desde que assumiu a presidência da Câmara.

Para o deputado, o discurso unificado do PMDB a favor de uma candidatura própria para a Presidência foi um “recado” à sociedade. Cunha não descartou que o partido pode deixar o governo antes de 2018, referindo-se à hipótese como algo que não seria “improvável”, mas ponderou que a legenda tem “responsabilidade” e “obrigação moral” de garantir uma governabilidade mínima.

Governabilidade, aliás, classificada como “frágil” por Cunha, que também afirmou que o governo já não conta com uma maioria firme e consolidada no Congresso. Para ele, as medidas do ajuste fiscal do Executivo só passaram no Congresso graças à atuação do vice-presidente da República, Michel Temer, a quem aconselhou novamente que deixe o posto de articulador político do governo.

O presidente da Câmara alertou ainda que parlamentares estariam dispostos a aprovar medidas que possam trazer alguma melhora ao ambiente econômico, mas não devem ser aprovadas propostas de aumento de carga tributária “disfarçado”.