• CEPAL diz que 30,8% das mulheres da América Latina não têm renda própria
  • Representantes da CEPAL e dos governos do Chile e Noruega participam de diálogo para garantir que a agenda de desenvolvimento pós-2015 leve em conta empoderamento econômico das mulheres.
Estudantes brasileiras na UNB. Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

Estudantes brasileiras na UNB. Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

Rio de Janeiro.- A agenda de desenvolvimento pós-2015 deve incluir a igualdade de gênero, não só como um objetivo específico, mas com uma perspectiva transversal que aumente a capacitação econômica das mulheres, destacaram os participantes de um encontro realizado na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) da ONU, em Santiago, no Chile, nesta segunda-feira (12).

O diálogo “Desafios para a igualdade. O empoderamento econômico das mulheres na agenda de desenvolvimento pós-2015: a construção de novas respostas para a América Latina e a Europa” reuniu representantes dos governos do Chile e Noruega e da CEPAL para compartilhar ideias e experiências, bem como discutir propostas para a nova agenda que entra em vigor este ano.

Segundo o diretor da Divisão de Planejamento de Programas e Operações da CEPAL, Raúl Gárcia-Buchaca, uma em cada três mulheres na América Latina, cerca de 30,8% do total, não tem renda própria. Deste total, 51,6% das mulheres afirmaram que isto ocorre por ter que cuidar das tarefas domésticas. Além disso, para cada 100 homens que vivem na pobreza, há 117 mulheres.

Sobre esta situação, a diretora da Divisão de Assuntos de Gênero da CEPAL, Sonia Montaño, disse que é necessário que haja uma distribuição equitativa das tarefas domésticas e uma redistribuição dos benefícios de proteção social para garantir a igualdade de gênero em todos os âmbitos da vida.

Cabe assinalar que a informação foi distribuída, em idioma português, pela ONU Brasil no dia 13 de janeiro.