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Falta de informação, pânico e continuação de práticas de risco são obstáculos para frear o ebola e levam à discriminação das vítimas e dos sobreviventes da doença.

Em Guiné, médicos da OMS se protegem antes de ter contato com pessoas com a doença. Foto: OMS/ T. Jasarevic

Em Guiné, médicos da OMS se protegem antes de ter contato com pessoas com a doença. Foto: OMS/ T. Jasarevic

Rio de Janeiro.- A África Ocidental não apenas está vivendo a epidemia do vírus do ebola, como também a epidemia do medo e da ignorância, que pode ser um obstáculo aos progressos de contenção da doença, de acordo com o coordenador de emergência global do ebola do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Peter Salama. As proibições de viagem, as restrições impostas em alguns países e as decisões em nível local são os sintomas dessa crise, que levam à discriminação e à estigma das pessoas contaminadas e dos sobreviventes da doença.

Cabe dizer que, a informação foi divulgada, em idioma português, no dia 5 de novembro pela ONU Brasil.

Apesar da importância das estruturas médicas de tratamento do ebola, o fim do surto exige que as comunidades se mobilizem para que isso aconteça. Para isso, é necessário extinguir as duas práticas que mais levam à disseminação do vírus: enterros inseguros e a recusa de parentes em permitir que os pacientes sejam isolados em centros de tratamento no começo da doença.

Salama recomendou que líderes religiosos e comunitários sejam incluídos na discussão, para garantir que as instalações médicas para o ebola sejam seguras e localizadas nas proximidades de onde as pessoas vivem – geralmente em áreas remotas.

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