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ONU e a Rede Esporte pela Mudança selecionou três ONGs brasileiras para capacitar educadores a utilizar o esporte para promover o desenvolvimento humano.

O projeto “Educação Física e o Deficiente Visual – Curso de Capacitação Urece Esporte e Cultura” prepara professores de educação física para lidarem com os desafios de dar aula para deficientes visuais. Foto: Urece Esporte e Cultura para Cegos

O projeto “Educação Física e o Deficiente Visual – Curso de Capacitação Urece
Esporte e Cultura” prepara professores de educação física para lidarem com os desafios de dar aula para deficientes visuais. Foto: Urece Esporte e Cultura para Cegos

Rio de Janeiro.- O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, em parceria com a Rede Esporte pela Mudança (REMS), lançou o Edital REMS, que visa a estimular a prática esportiva entre crianças e jovens brasileiros em situação de vulnerabilidade social.

Cabe assinalar que a informação foi distribuída pela ONU Brasil.

O Edital REMS foi um dos projetos beneficiados pelos recursos arrecadados na 10ª edição do Jogo Contra a Pobreza, que aconteceu em Porto Alegre em dezembro de 2012 e levantou cerca de 720 mil reais para ações que beneficiem jovens e crianças no Brasil e em Cabo Verde, na África. Três projetos foram elaborados e executados por organizações da REMS, e tiveram suas atividades concluídas no início do mês de outubro.

Um dos projetos é o “Educação Física e o Deficiente Visual – Curso de Capacitação Urece Esporte e Cultura”, da ONG Urece Esporte e Cultura para Cegos, que tem o objetivo de tornar as escolas e as aulas de Educação Física ambientes seguros e inclusivos para os alunos com baixa visão ou cegos. O projeto capacitou 30 professores de Educação Física da rede pública de ensino do Rio de Janeiro para que saibam lidar com os principais desafios de pessoas com baixa visão ou cegos e assim poder inclui-los em suas aulas.

“Esse curso foi fantástico. Procuramos ensinar aos professores dicas simples de como eles podem adaptar materiais do dia a dia para que essas crianças possam participar das aulas. Por exemplo, se colocarmos a bola em uma sacola de mercado, isso já funciona”, disse o presidente da Urece Esporte e Cultura para Cegos, Anderson Dias.

Atleta desde os 11 anos de idade, Anderson Dias é campeão paralímpico de Futebol de 5. Ele perdeu a visão aos três anos e estudou o Ensino Fundamental em uma escola para pessoas com deficiência visual. No entanto, quando entrou no Ensino Médio, se mudou para uma escola tradicional.

Segundo Dias, apesar de todos os esforços para a inclusão das pessoas com deficiência, infelizmente a escola ainda não está preparada para receber esse público. “A dificuldade de ser incluído não estava apenas dentro da sala de aula, mas também na quadra, nas aulas de Educação Física”, disse.

Outro projeto colocado em prática foi o “Tênis nas Escolas – Uma Proposta Educacional”, do Instituto Patrícia Medrado, que capacitou 30 professores da rede pública de ensino de São Paulo que trabalham com crianças de 5 a 12 anos. Durante o treinamento, os professores aprenderam não apenas técnicas para ensinar o tênis de campo, mas também os valores relacionados a esse esporte. Juntos, esses professores poderão ensinar aproximadamente 3 mil crianças por ano.

Já o projeto “Copinha Briza Skate Oficinas – Brasil o País do Skateboard”, do Coletivo Briza no Rio de Janeiro, capacitou 30 professores e educadores da comunidade local, com uma abordagem inovadora sobre como utilizar o skate e suas técnicas para ensinar disciplinas tradicionais, como Português e Matemática.

“O curso possibilitou disseminar a cultura do skate em nosso município, além de abrir uma perspectiva maior para esse tipo de curso no Brasil”, disse Charles Silva, presidente-fundador do Coletivo Briza. “No final, o skate e a comunidade foram os maiores beneficiados com esse projeto. Os primeiros resultados vão aparecer ainda esse ano. Isso é realmente incrível”, completou.

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