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Crianças-soldado na África. Foto: IRIN/Gabriel Galwak

Crianças-soldado na África. Foto: IRIN/Gabriel Galwak

Rio de Janeiro, Brasil.- “A multiplicação das crises que afetam as crianças desde o início de 2014 está gerando desafios sem precedentes que ofuscam o progresso que tivemos até agora para português-las dos impactos da guerra”, disse a representante especial do secretário-geral da ONU para as crianças e os conflitos armados, Leila Zerrougui, ao apresentar seu último relatório ao Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira (8).

Na ocasião, Zerrougui disse que estava “chocada” com o total desprezo pela vida humana demonstrado pelos grupos armados extremistas. De acordo com relatos, desde o início do ano, cerca de 700 crianças foram mortas ou mutiladas no Iraque pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). Enquanto isso, o Boko Haram atacou várias escolas causando a morte de cerca de 100 alunos e 70 professores em 2013;em abril mais de 200 meninas foram sequestradas e ainda continuam desaparecidas. Em Gaza, mais de 500 crianças foram mortas e mais de 1.300 ficaram feridas.

“Não podemos permitir a impunidade para tais violações graves do direito internacional que, em alguns casos, podem constituir crimes de guerra”, disse ela, pedindo uma investigação aprofundada do impacto da guerra sobre as crianças.

“A paz duradoura nunca será alcançada sem dar às crianças os meios, habilidades e educação para reconstruir uma sociedade assolada por conflitos armados”, afirmou destacando que é preciso fazer mais para incluir disposições especiais para as crianças afetadas por conflitos em acordos de paz.

É precioso dizer que, a informação foi traduzida em idioma português e divulgada pela ONU Brasil, no dia 8 de setembro.

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