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Foto: ACNUDH

Foto: ACNUDH

Rio de Janeiro.- O Escritório de Direitos Humanos, em colaboração com a ONU Mulheres, desenvolveu um Protocolo modelo para orientar investigações e processos nos casos de assassinatos de mulheres na América Latina baseados em gênero.

“Este protocolo reflete as especificidades dos diferentes países da região”, explicou a funcionária do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Carmen Rosa Villa Quintana. “O documento vai ajudar os estados latino-americanos a atuarem  “com a devida diligência nos casos de feminicídio e reforçar os esforços destinados a garantir que todas as mulheres vivam livres de violência e discriminação”, completou.

Estatísticas confiáveis sobre o feminicídio são difíceis de estabelecer, mas a Small Arms Survey, uma organização de pesquisa criada pelo Governo suíço, estima que globalmente mais de 65 mil mulheres e meninas são assassinadas por ano, o que representa quase um quinto de todos os homicídios.

Aumento nas taxas de violência contra as mulheres tem sido relatado em toda a América Latina sendo que, dos 25 países com as maiores taxas de feminicídio no mundo, mais da metade está nas Américas. As mulheres são frequentemente mortas por homens que elas conhecem bem, seus ex-sócios, membros ou amigos da família, diz o documento, que mostra também que em países com altos níveis de violência letal, as mulheres são atacadas por gangues e grupos.

É preciso assinalar que a informação foi divulgada em idioma português na segunda-feira pela ONU Brasil.

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