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 Foto ONU Radio

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Nova York.- Comissão sobre Eliminação da Discriminação Racial vê aumento do risco de genocídio na região, grupo quer que o Conselho dos Direitos Humanos discuta a situação; alta comissária da ONU, Navi Pillay, diz que execuções e ataques podem ser crimes contra a humanidade.

Caba dizer que, a informação produzida por Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.

O Comitê da ONU sobre Eliminação da Discriminação Racial pediu ao Conselho de Direitos Humanos que realize uma sessão especial sobre o Iraque.

O grupo citou a ocorrência de massacres, limpeza étnica, deslocamento forçado da população, além de violência contra mulheres e crianças e outros crimes contra a humanidade cometidos pelo grupo Estado Islâmico.

Genocídio

Segundo o Comitê, esses crimes representam uma violação da Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial e um aumento do risco de genocídio na região.

Os integrantes do Comitê querem a criação de uma comissão de inquérito para examinar as causas do conflito, as ações do Estado Islâmico, responsável pelos ataques e como punir os culpados.

Em comunicado separado, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos condenou, esta segunda-feira, o que considerou de “privação terrível, generalizada e sistemática dos direitos humanos no Iraque”.

Navi Pillay afirmou que os atos foram cometidos pelo Estado Islâmico, EI, e por forças associadas. Segundo ela, os ataques e execuções podem ser considerados crimes contra a humanidade.

Alvos

Ela disse que os alvos sistemáticos dos ataques são homens, mulheres e crianças que pertencem a minorias religiosas, sectárias ou étnicas.

Segundo Pillay, os atos ocorridos nas áreas sob o controle das milícias incluem a  “limpeza étnica e religiosa.”

Conversões

Entre as violações estão assassinatos seletivos, conversões forçadas ao islã, sequestros, tráfico, escravidão, abuso sexual, destruição de locais de importância religiosa e cultural bem como “o cerco de comunidades inteiras devido à afiliação étnica, religiosa ou sectária.”

As vítimas são cristãos, shabaks, turcomanos, Kaka’e e sabeus. Quanto aos yazidis, da província de Niniva, Pillay cita milhares de mortes ocorridas desde o início de agosto além de 2,5 mil sequestros.

Assistência 

A alta comissária citou também a necessidade urgente de assistência humanitária para os deslocados pelo conflito e para os sitiados em áreas controladas pelo Estado Islâmico.

Desde 15 de junho, pelo menos 13 mil xiitas do Turcomenistão, incluindo 10 mil mulheres e crianças, foram cercados pelos rebeldes so grupo.

Pillay chamou a atenção para as duras condições de vida mencionando a grave falta de alimentos, de água e de  serviços médicos aliados a “receios de um possível massacre iminente.”

Mossul 

Há também uma grande preocupação com milhares de cristãos e membros das comunidades do Turcomenistão e Shabak que fugiram para Mossul e outras cidades de Ninewa controladas pelo Estado Islâmico.

Pillay fez um apelo aos Governos do Iraque, da região autônoma do Curdistão e à comunidade internacional para que sejam tomadas as medidas necessárias e não se poupem esforços para proteger comunidades étnicas e religiosas vulneráveis.

O pedido é que seja garantido o retorno dessas pessoas aos seus lugares de origem em segurança e dignidade.

Escudos Humanos

A alta comissária disse que o recrutamento forçado de meninos com mais de 15 anos é um exemplo do efeito catastrófico do conflito.

Segundo ela, esses meninos estão sendo usados como escudos humanos já que estão posicionados na linha de frente dos combates.

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