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Segundo a UNRWA, cerca de 17 mil casas foram destruídas e danificadas, deixando mais de 100 mil pessoas desabrigadas.

Segundo a UNRWA, cerca de 17 mil casas foram destruídas e danificadas, deixando mais de 100 mil pessoas desabrigadas.

Rio de Janeiro.- “Precisamos repensar o paradigma de Gaza que tem visto milhares de civis mortos e feridos e causado tanta destruição em um padrão de violência que irrompe a cada dois ou três anos”, disse o comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), Pierre Krähenbühl, nesta terça-feira (19) em um comunicado à imprensa.

Aproveitando a comemoração do Dia Mundial da Ação Humanitária, o comissário-geral pediu à comunidade internacional e às partes envolvidas para colocarem seus valores políticos de lado e focarem no impacto humano causado pelo conflito em Gaza com a máxima urgência, oferecendo um “New Deal” para todos os afetados. Ele se referiu ao plano criado pelo ex-presidente norte-americano Franklin Roosevelt para recuperar e reformar a economia de seu país depois da crise de 1929.  

“A lição que aprendemos no mês passado é de que milhões de civis merecem uma vida melhor. Temos agora uma oportunidade. Vamos aproveitá-la”, disse ele. “Gaza deve ter a sua liberdade. Liberdade de acesso, liberdade de movimento, liberdade de importação e exportação, liberdade da dependência da ajuda”, acrescentou.

Para analisar de perto a situação de Gaza, Krähenbühl fez uma visita de dois dias na última semana e se reuniu com representantes do Governo de Consenso Nacional, grupos da sociedade civil, as famílias dos 11 funcionários da UNRWA mortos durante o conflito e também visitou alguns dos abrigos da agência da ONU. “Fiquei impressionado com a proporção da destruição desta escalada de violência sem precedentes em Gaza nos últimos tempos”, afirmou.

Além disso, ele também reiterou o seu apelo para que as partes respeitem o direito internacional e busquem uma paz duradoura na região. Segundo a UNRWA, cerca de 17 mil casas foram destruídas e danificadas, deixando mais de 100 mil pessoas desabrigadas.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada pela ONU Brasil, em idioma português, no dia 20 de agosto.

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