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Meninos sírios no campo de refugiados de Domiz no Iraque. Foto: UNICEF/Schermbrucker

Meninos sírios no campo de refugiados de Domiz no Iraque. Foto: UNICEF/Schermbrucker

Rio de Janeiro.- Em visita ao Irã, neste domingo (17), a chefe humanitária da ONU, Valerie Amos,  se reuniu com autoridades no país e destacou a importância da sua cooperação regional para lidar com a “imensa” e “sem precedentes” crise no Oriente Médio.
  
“Eu tive uma importante oportunidade importante de discutir com autoridades do governo no Irã sobre algumas maneiras em que podemos fortalecer nossa parceria para melhorar a cooperação regional em relação à assistência humanitária e também para discutir as principais crises humanitárias na região”, disse Amos à imprensa. 
 
A chefe humanitária da ONU se reuniu com o presidente da Organização Nacional de Gestão de Desastres do Irã, Hasán Ghaddami, para discutir formas de colaborar na gestão da informação, melhorar a eficiência operacional, o compartilhamento de conhecimentos e a construção da capacitação. Além disso, se reuniu com o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, para falar sobre as situações humanitárias na Síria, Iraque e Gaza.

Atual situação humanitária no Oriente Médio
 
Na Síria, quase 11 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária, desses 4,7 milhões de pessoas vivem em áreas de difícil acesso, enquanto 241 mil vivem em comunidades sitiadas por conflitos. No Iraque, a crise já provocou um dos maiores deslocamentos populacionais internos no mundo, principalmente devido aos ataques do grupo armado Estado Islâmico. Enquanto isso, em Gaza, 1.975 palestinos, incluindo 1.417 civis, e 67 israelenses foram mortos durante o conflito recente. Estima-se que 10 mil pessoas ficaram feridas, incluindo 3 mil crianças e 3 mil mulheres. 
 
Nos três lugares, as agências da ONU estão apoiando os esforços nacionais, regionais e locais de ajuda. Porém, segundo Amos, isso ainda não é suficiente, acrescentando que a insegurança e a fragmentação dos grupos armados continuam dificultando os esforços de socorro. “O meu trabalho e o dos nossos parceiros humanitários é ser o mais eficaz possível em nossa prestação de ajuda e garantir que possamos chegar a mais pessoas rapidamente”, acrescentou.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada, em idioma português, pela Onu Brasil, no dia 19 de agosto.

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