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Voluntários preparam ajuda humanitária na Biblioteca Pública de Sloviansk, na Ucrânia. Foto: ACNUR/Iva Zimova

Voluntários preparam ajuda humanitária na Biblioteca Pública de Sloviansk, na Ucrânia. Foto: ACNUR/Iva Zimova

Rio de Janeiro.- “Não podemos nos permitir esperar mais um dia quando pelo menos 50 pessoas estão sendo mortas ou feridas a cada dia. O preço a ser pago pelos ucranianos como resultado do conflito é muito alto”, disse o secretário-geral assistente da ONU para os direitos humanos, Ivan Šimonović, ao Conselho de Segurança da ONU sobre a situação “extremamente alarmante” no leste da Ucrânia.

Šimonović afirmou na última sexta-feira (09) que os grupos armados estão se “profissionalizando rapidamente”, contando com uma maior organização interna e utilização de armamentos pesados. Além disso, alertou sobre o aumento do número de vítimas e os sérios danos causados à infraestrutura na região devido à intensificação da luta.

“Os combates em torno e nos centros populacionais têm resultado em perdas de vidas e causado danos significativos à propriedade e à infraestrutura civil. Ambos os lados do conflito devem ser chamados a atenção para a forma como estão agindo e assim tomarem as precauções necessárias para evitar mais mortes e ferir civis”, alertou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon também expressou profunda preocupação com a deterioração da situação humanitária no leste da Ucrânia.

“O secretário-geral apela a todas as partes no conflito para redobrar seus esforços para alcançar uma solução política duradoura e pacífica para o conflito no leste da Ucrânia. Esta é a maneira mais eficaz de salvar vidas e evitar uma crise humanitária”, destacou. Ele ressaltou que a ONU continuará acompanhando ativamente a situação e esclareceu que se os esforços de resposta nacional não forem suficientes para satisfazer as necessidades humanitárias no país, a ONU estará pronta para considerar medidas adicionais de apoio.

Situação atual na Ucrânia

De acordo com a Missão de Observação de Direitos Humanos da ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS), desde de abril, 1.543 pessoas foram mortas na região, incluindo civis, militares e membros dos grupos armados. O número de feridos estimado é de 4.396, porém acredita-se que essa cifra pode ser ainda maior. Mais de 300 crianças ainda estão em orfanatos sob o controle de grupos armados. A agência da ONU para refugiados (ACNUR) estima que 117.910 pessoas estão deslocadas na Ucrânia.

É preciso dizer que a informação, traduzida em idioma português, foi divulgada pela ONU Brasil, no dia 11 de agosto.

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