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Decisão foi tomada pelo Tribunal da ONU para o Camboja; Khieu Samphan e Nuon Chea foram acusados de crimes contra a humanidade, incluindo assassinatos, perseguição política e desaparecimentos forçados.

Khieu Samphan (esq.) e Nuon Chea. Foto: Tribunal da ONU para o Camboja

Khieu Samphan (esq.) e Nuon Chea. Foto: Tribunal da ONU para o Camboja 

Nova York.- Dois ex-líderes do Khmer Vermelho foram condenados esta quinta-feira à prisão perpétua, por terem cometido crimes contra a humanidade. A decisão foi tomada pelo Tribunal da ONU para o Camboja.

Os condenados são Khieu Samphan, de 83 anos, e Nuon Chea, de 88 anos. Samphan foi chefe de Estado durante o Khmer Vermelho e um dos líderes mais importantes do regime. Chea era o vice-secretário do Partido Comunista de Kampuchea.

Revolução

O Tribunal da ONU decidiu que os dois acusados participaram de um “rede criminosa” com o propósito comum de implementar “uma rápida revolução socialista, utilizando qualquer meio necessário”.O juiz Nill Nonn leu o veredicto em Phnom Penh e explicou que Samphan e Chea são culpados por crimes contra a humanidade, incluindo extermínios, assassinatos, perseguição política e desaparecimentos forçados.

Traumas

Como consequência, um grande número de vítimas sofreu danos físicos, perdas econômicas, trauma psicológico e perda da dignidade. A Câmara de Julgamento do Tribunal destaca também que muitas pessoas viveram o luto pela perda de familiares ou entes próximos.

O regime do Khmer Vermelho comandou o Camboja entre 1975 e 1979. Segundo agências de notícias, acredita-se que até 2 milhões de pessoas foram mortas no período, de fome, por excesso de trabalho ou executadas por serem consideradas inimigas do Estado.

Cabe assinalar que la informação foi editada no dia 7 de agosto pela reporte Leda Letra dede Nova York, com a participação de Patrick Maigua desde Genebra.

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