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Submarino 0Crianças refugiadas no Iraque que fugiram de Tal Afar e encontram abrigo em escolas, mesquitas e edifícios inacabados na região do Sinjar. Foto: Crescente Vermelho Iraquiano/OCHA

Crianças refugiadas no Iraque que fugiram de Tal Afar e encontram abrigo em escolas, mesquitas e edifícios inacabados na região do Sinjar. Foto: Crescente Vermelho Iraquiano/OCHA

Rio de Janeiro.- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está “extremamente preocupado” com os relatos de que cerca de 40 crianças do grupo minoritário Yazidi morreram como resultado da violência na região de Sinjar, no noroeste do Iraque. Esta nova onda de violência foi desencadeada por militantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e  outros grupos armados que assumiram o controle da região no último domingo (03).

“De acordo com relatórios recebidos pelo UNICEF, essas crianças da minoria Yazidi morreram em consequência direta da violência, do deslocamento e de desidratação nos últimos dois dias”, disse nesta terça-feira (5)  o representante do UNICEF no Iraque, Marzio Babille, lembrando que a região tem uma população de cerca de 150 mil crianças.

“As famílias que fugiram dessa área precisam imediatamente de ajuda, incluindo as 25 mil crianças que agora estão presas nas montanhas ao redor de Sinjar e possuem necessidade extrema de ajuda humanitária, incluindo serviços de água potável e saneamento”, disse Babille. “O UNICEF pede a todos aqueles que têm influência que concedam imediatamente acesso livre e seguro às crianças e às mulheres para as áreas de refúgio e que respeitem a proteção especial conferida às crianças no âmbito do direito internacional humanitário e dos direitos humanos”, insistiu Babille.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) alertou que s áreas de refúgio são poucas e distantes entre si, adicionando que as agências das Nações Unidas, juntamente com os seus parceiros, estão distribuindo rações alimentares, água, tendas e kits de higiene para famílias deslocadas, bem como trabalhando com as autoridades locais para fornecer mais assistência.

Cabe assinalar que a informação, traduzida em idioma português, foi distribuída no dia 6 de agosto, pela ONU Brasil.

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