Israel lança ofensiva terrestre

Um menino folheia um livro escolar em meio aos escombros de uma casa destruída pelo Estado de Israel em Khan Yunis, na Faixa de Gaza. Foto: UNICEF

Um menino folheia um livro escolar em meio aos escombros de uma casa destruída pelo Estado de Israel em Khan Yunis, na Faixa de Gaza. Foto: UNICEF

Rio de Janeiro.- O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu mais uma vez nesta quinta-feira (17) por uma saída negociada, e não militar, para o conflito envolvendo o grupo militante Hamas e o Estado de Israel. Os israelenses deram início a uma ofensiva terrestre em Gaza, segundo relatos da imprensa.

“Lamento que, apesar de meus apelos repetidos, além dos apelos de muitos líderes regionais e globais, um conflito já perigoso tenha piorado ainda mais”, disse ele.

A declaração foi feita durante uma cerimônia com os enviados especiais da ONU para a crise na Síria, recentemente nomeados por Ban. Segundo relatos da mídia citando um comunicado militar, o Exército de Israel anunciou uma operação terrestre na Faixa de Gaza, após 10 dias de intensos bombardeios contra o território.

Ban lembrou que, nas últimas 24 horas, uma série de incidentes envolveram a morte de civis, incluindo o que classificou como “terrível assassinato” de quatro meninos em uma praia na Cidade de Gaza. “Peço a Israel que faça muito mais para deter as mortes de civis. Não pode haver solução militar para este conflito”, disse o chefe da ONU, lembrando também sobre o sofrimento do povo sírio.

Pelo menos 220 palestinos foram assassinados pelo Estado de Israel, incluindo mais de 40 crianças. Segundo estimativas da ONU, 77% dos mortos são civis, aumentando as evidências de que a ação é ilegal sob o direito internacional e, portanto, se constituindo como crimes de guerra e contra a humanidade.

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) está abrigando em suas escolas quase 23 mil pessoas deslocadas pelos bombardeios israelenses, que já destruíram quase 1.700 casas e deixaram quase um milhão de pessoas sem acesso a água e saneamento.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada, no idioma português, pela ONU Brasil.