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O relatório descreve os caminhos que as principais economias industriais devem adotar para cortar as emissões de carbono até 2050. Foto: Shutterstock/Christian Kobierski/PNUMA

O relatório descreve os caminhos que as principais economias industriais devem adotar para cortar as emissões de carbono até 2050. Foto: Shutterstock/Christian Kobierski/PNUMA

Rio de Janeiro.- “As pessoas precisam entender que a descarbonização é necessária. Eles precisam saber que é possível. E precisam ver que cortar as emissões podem beneficiar as economias e o bem-estar das pessoas”, lembrou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao apresentar nesta terça-feira (08) o novo relatório da Organização que descreve os caminhos que as principais economias industriais devem adotar para cortar as emissões de carbono até 2050.

Durante a apresentação do relatório “Projeto de Caminho para a Descarbonização Profunda”, ele pediu uma cooperação abrangente dos países e ações “ousadas”, caso contrário o mundo enfrentará alterações climáticas perigosas e irreversíveis.

“Sabemos que não estamos tomando o curso adequado e que o tempo não está a nosso favor”, advertiu Ban, durante a coletiva de imprensa de divulgação do relatório, que foi produzido por institutos líderes de pesquisa em 15 países e que representa o primeiro programa cooperativo global para identificar vias práticas para alcançar uma economia com baixa emissão de carbono até 2050.

O estudo enfoca em três pilares para alcançar essa nova realidade: a promoção de soluções energeticamente mais eficientes, o uso de energias mais limpas e com pouca dependência do carbono e a substituição dos combustíveis fósseis por outros meios menos contaminantes. Também descreve os passos que os países devem adotar para alcançar as metas acordadas internacionalmente para limitar o aumento da temperatura a menos de dois graus Celsius.

“Espero que os países adotem diferentes combinações de acordo com as suas necessidades, recursos e prioridades. Não obstante, todos os países precisam embarcar nessa mesma jornada”, enfatizou o secretário-geral, alertando que uma descarbonização profunda é possível, mas requer um compromisso global para promover avanços nas principais formas de tecnologias energéticas menos contaminantes.

Ele também ressaltou a importância de que líderes dos governos, do setor privado, financeiro e da sociedade civil se reúnam na Cúpula do Clima em setembro, e na Conferência das Partes para a Convenção-Quadro da ONU sobre as Mudanças Climáticas que será realizada três meses depois em Lima, Peru, para que “vejam o que é possível, para que outros se inspirem e sigam os mesmos passos”, concluiu Ban.

Cabe assinalar que, a informação foi traduzida e divulgada no dia 9 de julho pela ONU Brasil.