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Mulher iraquiana deslocada pelo conflito em Anbar descansa sobre uma pilha de colchões doados pelo ACNUR. Foto: ACNUR

Mulher iraquiana deslocada pelo conflito em Anbar descansa sobre uma pilha de colchões doados pelo ACNUR. Foto: ACNUR

Rio de Janeiro.- A insurgência violenta no Iraque já custou mais de 2,4 mil vidas, metade delas de civis, declarou o enviado das Nações Unidas no país, Nickolay Mladenov, na última terça-feira (01). Para frear essa onda de violência, o representante especial do secretário-geral no Iraque pediu aos líderes que se unam para acabar com as tentativas de fraturar o país.

“O número impressionante de vítimas civis mortas em apenas um mês mostra a necessidade urgente de que todos garantam a proteção dos civis. Como uma grande parte do país continua sob controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e grupos armados, é imperativo que os líderes nacionais trabalhem juntos para acabar com todas as tentativas de destruir o tecido social da sociedade iraquiana”, disse Mladenov, que também lidera a Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI).

A ONU afirma que junho foi o mês mais mortífero no país desde 2007, deixando 2.417 mortos e 2.287 feridos por atos de terrorismo e violência, segundo dados informados pela equipe de direitos humanos da Missão das Nações Unidas de Assistência (UNAMI). Essas cifras não incluem informação proveniente da província de Anbar, onde agentes da ONU não estão presentes no terreno e não podem verificar os dados oficiais, que indicam que outros 244 civis foram mortos e 588 feridos no último mês.

Depois da sessão inaugural do parlamento iraquiano terminar sem quórum nesta terça-feira (01), dado que 328 membros do legislativo não voltaram após um pequeno intervalo, o chefe da UNAMI voltou a pedir às autoridades para iniciar a formação do novo Governo que poderia unir o país.

“Peço a todos os líderes políticos que ponham de lado suas diferenças, e, com um espírito de compromisso, escolham o seu presidente durante a próxima sessão, que será realizada no próximo 8 de julho”, ressaltou Mladenov.

É preciso dizer que a informação foi traduzida e divulgada no dia 2 de julho pela ONU Brasil.