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Famílias fogem da violência intensa em Mossul, a terceira maior cidade do Iraque. Foto: ACNUR/Inge Colijn

Famílias fogem da violência intensa em Mossul, a terceira maior cidade do Iraque. Foto: ACNUR/Inge Colijn

Rio de Janeiro.- Mais de mil pessoas foram mortas no Iraque e outras mil feridas nas últimas duas semanas desde que o grupo conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) e os seus aliados varreram o país, confirmaram as Nações Unidas nessa terça-feira (24), destacando que essas cifras devem ser vistas como um “mínimo”.

Diz nota do 24 de junho, da ONU Brasil, traduzida em idioma português, que de acordo com a equipe de direitos humanos da Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI), ao menos 757 civis foram mortos e 599 feridos nas províncias de Nineveh e Salah al-Din, no norte de Bagdá, e em Diyala, no leste, entre os dias 5 e 22 de junho.

“Essas cifras – que devem ser vista como um mínimo – incluem um grande número de execuções sumárias verificadas e mortes extrajudiciais de civis, policias e soldados que estavam fora de combate”, disse o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, para jornalistas em Genebra.

Outras 318 pessoas foram mortas e 590 feridas durante esses mesmo período em Bagdá e áreas no sul do país, muitas deles como resultado da explosão de ao menos seis carros-bomba.

O ISIL transmitiu mais de uma dúzia de vídeos mostrando decapitações e disparos contra soldados fora de combate e agentes da polícia, usando como alvo pessoas baseado em suas crenças ou etnias.

Enquanto isso, a UNAMI também recebeu vários informes sobre os abusos da Força de Segurança Iraquiana (FSI), incluindo ao menos duas execuções sumárias de prisioneiros. Uma delas, ainda não completamente confirmada, teria ocorrido na estação de polícia de al-Qalaa, supostamente envolvendo a morte de 31 prisioneiros no último 15 de junho.

Funcionários de direitos humanos da ONU confirmaram um caso de execução sumária pela FSI em Mossul. Segundo os relatos, funcionários da Força de Segurança lançaram três granadas em aposentos cheios de prisioneiros no Comando de Operações de Nineveh, matando ao menos 10 e ferindo outros 14.

“Instamos as autoridades iraquianas para que cumpram de imediato suas obrigações para investigar profundamente estas e qualquer outra execução sumária relatada e outras violações cometidas por seus funcionários, e que façam um esforço articulado para julgar todos os autores desses crimes”, disse o porta-voz do ACNUDH.