Etiquetas

, ,

Foto: Acnur/Phil Behan

Foto: Acnur/Phil Behan

Nova York.- Número de migrantes que conseguiram chegar ao país até maio é quase o mesmo do que foi registrado em 2013; somente no fim de semana, mais 3 mil pessoas foram resgatadas no mar e levadas para Sicília.

Cabe assinalar que a informação foi produzida por Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York e divulgada no dia 3 de junho..

A Organização Internacional para Migrações, OIM, alertou que 40 mil pessoas chegaram de barco na Itália nos cinco primeiros meses deste ano.

O número é quase o mesmo do que foi registrado em 2013, quando 42 mil pessoas se arriscaram a atravessar o mar Mediterrâneo em embarcações pouco seguras para alcançar o território italiano.

Norte da África

A OIM declarou que os migrantes se arriscam na travessia perigosa para escapar de conflitos e violência em seus países de origem, a maioria no norte da África.

No último fim de semana, a marinha italiana resgatou mais 3 mil pessoas que estavam em barcos vindos da Líbia e foram levadas para o porto de Sicília. Os migrantes são da Eritreia, Gâmbia, Senegal, Nigéria e Marrocos.

Em Roma, o diretor da OIM para o Mediterrâneo, José Angel Oropeza, disse que “esses migrantes foram os que tiveram sorte”. Ele explicou que no ano passado, 700 pessoas morreram afogadas na travessia.

Segundo Oropeza, as autoridades nunca saberão exatamente quantas pessoas morrem no mar. O diretor afirmou que no mês passado, 17 corpos foram retirados do oceano depois de um naufrágio ocorrido em 13 de maio.

“Mare Nostrum”

O representante da OIM diz que o número de mortes diminuiu até agora graças à operação de resgate da marinha italiana chamada “Mare Nostrum”.
Os militares patrulham a costa do Mediterrâneo 24 horas por dia, sete dias por semana, para resgatar migrantes e levá-los para a Sicília.

A operação teve início em outubro do ano passado depois da maior tragédia na região, quando um barco pegou fogo e naufragou causando a morte de 368 homens, mulheres e crianças.

Crise Humanitária

A OIM pediu aos países de origem, de trânsito e de destino que trabalhem juntos para encontrar uma solução para o fluxo migratório.

Segundo a agência da ONU, a Itália enfrenta uma crise humanitária. Isso porque o país, sozinho, é responsável pelas operações de resgate, incluindo em águas internacionais.

No ano passado, a Alemanha recebeu mais de 120 mil pedidos de asilo e a França 65 mil.

Oropeza declarou que a comunidade internacional deve iniciar um debate sobre as formas para se lidar com a migração.