O Aedes aegypti é o vetor do vírus da dengue e da febre amarela. Foto: Wikimedia Commons/Matti Parkkonen

O Aedes aegypti é o vetor do vírus da dengue e da febre amarela. Foto: Wikimedia Commons/Matti Parkkonen

Rio de Janeiro.- Os casos de dengue quintuplicaram no continente americano entre 2003 e 2013, segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) divulgados nesta quinta-feira (29), em um encontro regional que analisou a situação e as estratégias contra a dengue durante essa década.

Segundo informação divulgada pela ONU, no dia 30 de maio, entre 2009 e 2012, foram notificados anualmente, em média, mais de um milhão de casos, com mais de 33.900 casos graves e 835 mortes. O ano de 2013 foi um dos anos mais epidêmicos da história do continente, com mais de 2,3 milhões de casos da doença, 37.705 casos graves e 1.289 mortes. Em comparação, em 2003, foram relatados 517.617 casos na região.

Controlar o mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença, é um grande desafio regional e global”, disse o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde da OPAS/OMS, Marcos Espinal. “Todos os setores do governo, as comunidades e as famílias devem trabalhar em conjunto para combater o vetor e controlar esta doença, que não conhece fronteiras nem limites, que afeta todas as pessoas de forma igual, e que não é apenas um problema do setor de saúde”.

Segundo a OPAS/OMS, a urbanização descontrolada e sem planejamento, a falta de serviços básicos nas comunidades e a falta de gestão ambiental, bem como a mudança climática, são os principais fatores que contribuem para continuação e o crescimento do problema.

No continente americano, quase 500 milhões de pessoas estão em risco de contrair dengue.

Apesar do aumento dos casos de dengue, a taxa de mortalidade causada pelo vírus nas Américas caiu de 0,07% para 0,05%, nos últimos três anos, uma redução atribuída ao melhor atendimento clínico aos pacientes por seguir as novas diretrizes da OPAS/OMS, criadas em 2010. A OPAS estima que 1.500 mortes foram prevenidas ano passado devido a um melhor atendimento, representando mais de 25 % de todas as mortes do vírus na década anterior.