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C16 Foto: IRIN/M. Deghati

Mulher observa crianças trabalhando em pedreira no Zâmbia. Foto: IRIN/M. Deghati

Rio de Janeiro, Brasil.- Para acabar com a escravidão moderna e com o trabalho forçado em todo o mundo, os mercados de trabalho devem ser regulamentados. A afirmação foi feita na sexta-feira (23) por um grupo de peritos independentes das Nações Unidas sobre escravidão, tráfico, e migrantes. Os especialistas também pediram aos governos de todo o mundo que adotem um protocolo internacional juridicamente vinculativo para responder a este desafio, que afeta 20 milhões de pessoas em todo o mundo.

“Um compromisso legal é essencial para combater o trabalho forçado, e representa uma oportunidade única para uma ação internacional mais coerente rumo à erradicação das práticas de semiescravidão pelo mundo”, disseram, em nota conjunta, os especialistas independentes da seção de Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“Mais de 20 milhões de pessoas hoje são vítimas do trabalho forçado”, disse a relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de escravidão, Gulnara Shahinian. “Práticas semelhantes à escravidão ainda existem por que são lucrativas.”

Já o relator especial sobre os direitos humanos dos migrantes, François Crepeau, apontou para o fato de que “migrantes em geral estão dispostos a fazer, por salários muito baixos, o trabalho ‘sujo, difícil e perigoso’ que outras pessoas não querem fazer, em setores como construção, agricultura, saúde e bem-estar”.

Esta declaração foi feita após a divulgação, nesta quarta-feira (21) do novo relatório intitulado “Lucros e Pobreza: Aspectos Econômicos do Trabalho Forçado” da Organização Internacional do Trabalho (OIT). De acordo com a publicação, o trabalho forçado na economia privada gera lucros anuais ilegais de 150 bilhões de dólares.

Cabe assinalar que a informação foi distribuída , em idioma português, pela ONU Brasil.