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Uma estação de trem no Paquistão. Foto: UN News

Uma estação de trem no Paquistão. Foto: UN News

Rio de Janeiro.- A ONU condenou nesta sexta-feira (9) o assassinato do advogado da área de direitos humanos Rashid Khan Rehman no Paquistão, pedindo ao governo para que leve os criminosos à justiça.

Segundo informação divulgada, em idioma português, pela ONU Brasil no dia 12 de maio, Rehman, que havia trabalhado com a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão por mais de 20 anos, foi morto a tiros em seu escritório em Multan, na província de Punjab, na última quarta-feira (7), de acordo com o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Ele recebeu várias ameaças de morte por trabalhar na defesa de um professor universitário acusado sob as leis nacionais de “blasfêmia”. No mês passado, a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão havia pedido ao governo para que investigasse as ameaças que teriam sido feitas a Rehman e para que tomasse medidas eficazes para garantir sua segurança.

O assassinato de Rehman “trouxe em foco o clima de intimidação e ameaças que permeiam o trabalho dos defensores dos direitos humanos e jornalistas do país”, disse o porta-voz da ACNUDH, Rupert Colville, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

“As autoridades paquistanesas têm a responsabilidade de assegurar que os defensores dos direitos humanos, advogados e jornalistas sejam capazes de realizar o seu trabalho sem medo de intimidação, assédio e violência”, acrescentou.

O ACNUDH observou que o Paquistão se orgulha de ser um país onde a mídia é livre. No entanto, há um número “preocupante” de ataques e ameaças nos últimos meses contra apresentadores de TV, jornalistas e defensores dos direitos humanos, particularmente aqueles que expressam visões críticas sobre os estabelecimentos de segurança ou militares, observou Colville.

Durante a sua mais recente participação no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em outubro de 2012, o governo do Paquistão aceitou as recomendações para realizar mais esforços para deter os ataques contra jornalistas e defensores dos direitos humanos, investigar de forma eficaz tais atos e processar os agressores.