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A estudante e ativista paquistanesa Malala Yousafzai, ela própria vítima de fundamentalistas religiosos, adere à campanha global #BringBackOurGirls (Traga de volta nossas meninas), pedindo o fim do sequestro de 200 meninas nigerianas pelo grupo Boko Haram. Foto: Reprodução / Facebook.com/MalalaFund

A estudante e ativista paquistanesa Malala Yousafzai, ela própria vítima de fundamentalistas religiosos, adere à campanha global #BringBackOurGirls (Traga de volta nossas meninas), pedindo o fim do sequestro de 200 meninas nigerianas pelo grupo Boko Haram. Foto: Reprodução / Facebook.com/MalalaFund

Rio de Janeiro, Brasil.- Após o sequestro de pelo menos 200 estudantes no mês passado, as Nações Unidas informaram nesta quinta-feira (8) por meio de um comunicado que o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, “aceitou a oferta do secretário-geral de enviar um representante de alto nível à Nigéria a fim de saber como a ONU poderá ajudar o governo a enfrentar os seus desafios internos”.

De acordo com nota divulgada, em idioma português, nas últimas horas, pela ONU Brasil, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, aproveitou ainda para expressar junto ao presidente da Nigéria a sua profunda preocupação com o sequestro, afirmando que “ter escolas e crianças como alvo é contra as leis internacionais e não se justifica, quaisquer que sejam as circunstâncias”.

Pelo menos 200 meninas foram sequestradas pelo grupo fundamentalista Boko Haram no último dia 14 de abril, no vilarejo de Chibok, estado de Borno, no nordeste da Nigéria.

A representante do secretário-geral da ONU para crianças e conflito armado, Leila Zerrougui, também disse estar “horrorizada” com a situação e condena “a declaração em vídeo do suposto líder do Boko Haram que afirmou que venderia as meninas, possivelmente para casamentos forçados”.

Zerrougui, que continuará o seu diálogo com o governo da Nigéria, agradeceu o “comprometimento de líderes mundiais” e apelou à comunidade internacional para que apoie as autoridades nigerianas.

Ao mesmo tempo, um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas e da África apelou ao grupo Boko Haram para que libertem todas as meninas sequestradas, ao mesmo tempo em que pediu às autoridades nigerianas para que tomem as medidas necessárias para resolver a situação.