Etiquetas

, , , , ,

 Palestinas caminham perto do muro israelense em Ramallah, na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold


Palestinas caminham perto do muro israelense em Ramallah, na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Rio de janeiro.- Logo após a decisão de Israel de encerrar as negociações com os palestinos, depois de anunciado o acordo entre Fatah e Hamas, e em meio a uma situação “volátil” na região, o  coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Médio Oriente, Robert Serry, desafiou, nesta terça-feira (29), as partes envolvidas aproveitarem esta “hora da verdade”  para refletir sobre as escolhas necessárias para não perder uma oportunidade de conseguir uma paz duradora.

“A inação pode transformar este momento em uma crise. Por isso devemos fazer uma reflexão conjunta sobre como chegamos a este impasse e as formas de superá-lo”, disse o coordenador ao Conselho de Segurança da ONU.

Ele afirmou que, após nove meses desde o início das negociações mediadas pelos Estados Unidos para alcançar um acordo global até 29 de abril, “os esforços falharam devido à incapacidade das partes de discutir suas posições substantivas ou até mesmo aceitar, com reservas, uma sugestão dos EUA que iria tentar fazer exatamente isso”.

“As duas partes devem fazer escolhas difíceis. Não escolher é a pior escolha de todas. Este é um momento para que as partes reflitam se desejam viver de acordo com seu compromisso declarado da solução de dois Estados, ou se eles vão deixar escapar esta oportunidade”, lembrou o coordenador da ONU.

Serry também pediu aos envolvidos para abster-se de ações que possam tornar inúteis quaisquer esforços para encontrar um caminho para as negociações e salvar a solução para a criação de dois Estados. “Ambos têm que convencer um ao outro que são parceiros para a paz. Se Israel é sério sobre a solução de dois Estados, deve reconhecer o impacto negativo de sua atividade de assentamentos ilegais. Por sua vez, os palestinos devem refletir sobre suas atitudes nos fóruns internacionais”.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada pela Onu Brasil no dia 2 de maio.