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Estação da NASA, importante para a coleta de informações sobre detritos espaciais. Foto: Governo dos Estados Unidos/NASA

Estação da NASA, importante para a coleta de informações sobre detritos espaciais. Foto: Governo dos Estados Unidos/NASA

Rio de Janeiro.- Países da África, Ásia e América do Sul serão beneficiados pelo termo de cooperação firmado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE – Brasil) em prol da capacitação na área de monitoramento de florestas a partir de satélites.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada em nota de a Organização das Nações Unidas no dia 24 de abril.

No Centro Regional da Amazônia do INPE, localizado em Belém (PA), os técnicos estrangeiros terão a oportunidade de aprender a utilizar tecnologias desenvolvidas pelo instituto brasileiro – o INPE é reconhecido internacionalmente por manter o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, capaz de calcular taxas anuais de desmatamento bruto, estimativas de degradação e monitorar em tempo quase real alterações na Amazônia brasileira.

Pelo acordo, cabe ao INPE empregar sua experiência para o ensino de técnicas de sensoriamento remoto e uso de imagens de satélites voltado para monitoramento de florestas. Os participantes conhecerão ainda as funcionalidades do TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como o PRODES e o DETER. De sua parte, a FAO garantirá a vinda dos participantes estrangeiros aos cursos, bem como equipamentos e consultoria técnica.

Serão realizados seis cursos ao longo de 2014 e 2015, em português, espanhol, francês e inglês. Participarão técnicos do Uruguai, Argentina, Chile, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé, Marrocos, Argélia, Tunísia, Congo, Filipinas, Laos, Tailândia, Miamar, Butão, Papua Nova Guiné, Sri Lanka, Nigéria, Gana, África do Sul, Quirquistão e Tajiquistão.

O acordo foi assinado nesta terça-feira (22) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), pelo diretor do instituto, Leonel Perondi, e pelo representante da FAO/Brasil, Alan Jorge Bojanic Helbingen.

Fonte: INPE