C14 Foto UNODC. -Brasília DF- O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), concluiu na semana passada uma oficina sobre projetos sobre atenção a pessoas que fazem uso de drogas. O objetivo do encontro é iniciar a elaboração de uma nova ferramenta, adaptada para a realidade brasileira a partir de instrumentos já testados no exterior.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada no dia 16 de abril pela ONODC Brasil e Cone Sul.

Os cerca de trinta participantes incluíram especialistas do Ministério da Saúde e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), profissionais que atuam nos serviços de assistência a usuários de drogas e especialistas do UNODC e da OPAS envolvidos na implementação dos projetos.

Durante a abertura do evento, o Representante do Escritório de Ligação e Parceria do UNODC no Brasil, Rafael Franzini, afirmou: “No UNODC, procuramos mudar das medidas punitivas para uma abordagem de saúde, com políticas públicas baseadas em evidência científica”.

Metodologias

Uma das ferramentas discutidas durante as oficinas, o Treatnet – Rede Internacional de Centros de Reabilitação e de Tratamento para o Uso de Drogas (em inglês) – foi elaborado sob coordenação do UNODC.

Participaram do processo de desenvolvimento 21 centros de excelência em tratamento para álcool e outras drogas de diferentes partes do mundo, incluindo dois representantes da rede de atenção a pessoas que usam drogas no Brasil, Graziela Barreiros e Danny Martins van Groes. O objetivo da rede é melhorar os serviços oferecidos e torná-los mais acessíveis aos cidadãos que querem e necessitam de tratamento.

Já o programa Mental Health Gap (mhGAP) foi desenvolvido pela OMS e tem como objetivo ampliar os serviços para transtornos mentais, neurológicos e para transtornos mentais causados pelo abuso de substâncias. O programa afirma que, como o devido cuidado, assistência psicossocial e medicação, milhões de pessoas podem ser tratadas para depressão, esquizofrenia e epilepsia e passarem a ter uma vida normal, mesmo onde os recursos são escassos.

Ao final da oficina, foi constituído um grupo de trabalho com participação do UNODC, OPAS, Ministério da Saúde, SENAD e de alguns participantes da oficina que coordenarão o processo de desenvolvimento da nova ferramenta.