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Memorial em Kiev, em homenagem aos que morreram nos conflitos de fevereiro de 2014. Foto: ONU

Memorial em Kiev, em homenagem aos que morreram nos conflitos de fevereiro de 2014. Foto: ONU

Rio de Janeiro, Brasil.- Desinformação generalizada, propaganda e incitamento ao ódio precisam ser urgentemente combatidos na Ucrânia para evitar uma eventual escalada de tensão no país, de acordo com um relatório elaborado pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos da  ONU (ACNUDH) lançado nesta terça-feira (15).

O relatório investiga as causas dos protestos que têm ocorrido desde novembro de 2013, tais como corrupção e desigualdade econômica generalizada, falta de responsabilização pelas violações de direitos humanos por parte das forças de segurança, e instituições do Estado de Direito fracas. Também aborda a situação de direitos humanos na Crimeia, incluindo no contexto o referendo de 16 de março, fazendo recomendações sobre o caminho a tomar.

“É fundamental que o Governo dê prioridade ao respeito pela diversidade, inclusão e igual direito de participação para todos – incluindo minorias – na vida política,” disse a alta comissária para os direitos humanos da ONU, Navi Pillay.

“Os fatos devem ser estabelecidos para ajudar a reduzir o risco de narrativas radicalmente diferentes serem exploradas para fins políticos. As pessoas precisam de um ponto de vista fidedigno para combater a desinformação generalizada e também o discurso que visa incitar o ódio por motivos nacionais, religiosos ou raciais “, acrescentou.

O relatório – baseado em informação recolhida durante duas missões à Ucrânia em março pelo secretário-geral adjunto para os Direitos Humanos Ivan Šimonović e por uma equipe de observadores de direitos humanos da ONU no terreno desde 15 de março – analisa os eventos até 2 de abril. Também antecipa e compara o que aconteceu na Crimeia e os eventos que estão a acontecer atualmente no leste da Ucrânia.

“No Leste da Ucrânia, onde mora a minoria étnica russa, a situação permanece particularmente tensa”, afirma o relatório. “Será importante tomar imediatamente medidas para construir confiança entre o Governo e as pessoas, tal como entre as várias comunidades, e garantir a todas as pessoas na Ucrânia que as suas principais preocupações serão tratadas”.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU no Brasil, o 15 de abril.