Etiquetas

, ,

Um homem vende batatas na rua em frente ao mercado central em Ierevan, na Armênia. Foto: FAO/Johan Spanner

Um homem vende batatas na rua em frente ao mercado central em Ierevan, na Armênia. Foto: FAO/Johan Spanner

Rio de Janeiro, Brasil.- A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) apontou, em seu mais recente estudo, para problemas persistentes de nutrição na região da Europa e da Ásia Central por causa da presença deficiente de vitaminas e minerais em dietas.

Segundo nota da ONU, traduzida em idioma português e divulgada no dia 2 de abril, para muitos países, o problema mais significativo é a falta de ingestão adequada de micronutrientes e a qualidade de dietas. O oficial sênior do Escritório Regional da FAO para a Europa e Ásia Central, Raimund Jehle, explica que muitas dietas são deficientes em micronutrientes, “como o ferro, cobre ou vitaminas”.

No Cáucaso e na Ásia Central, o número de crianças raquíticas menores de cinco anos é mais que três vezes maior do que na Comunidade de Estados Independentes (CEI) da Europa – onde a porcentagem é de 6%. “A desnutrição está relacionada com o estado de pobreza”, disse Jehle.

A FAO também observa que quase 48% das pessoas nos países do Cáucaso e da Ásia Central são obesas, e mais de 50% em ambos os CEI europeus e países do Sudeste da Europa também estão, de acordo com as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), acima do peso ou obesos.

O estudo da FAO adverte para os riscos do excesso de peso, como o aumento de doenças relacionadas a alimentação e o uso excessivo de instalações de saúde, especialmente nos países com menos recursos financeiros.

O estudo recomenda alguns ingredientes-chave para receitas nacionais para melhorar a segurança alimentar e nutricional, incluindo, entre outros, um foco político sobre os pequenos produtores, a fim de reduzir a pobreza rural, aumentar a produção e melhorar a competitividade agrícola; abandonar a extensa produção e a dependência de uma ou duas mercadorias; aumento do crescimento econômico, evitando subsídios de consumo e controle de preços; comércio e cooperação internacional; e um sistema de ciência e tecnologia robusto que estimule a inovação agrícola.