Campo de pessoas deslocadas no Sri Lanka em 2009. Foto: ONU

Rio de Janeiro, Brasil.- A alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, pediu nesta quarta-feira (26) o estabelecimento de uma investigação independente e confiável sobre as possíveis violações de direitos humanos cometidas em 2009, durante a fase final do conflito no Sri Lanka.

“É essencial investigar para avançar com o direito à verdade para todos no Sri Lanka e criar novas oportunidades para a justiça, responsabilidade e reparação”, disse Pillay em seu discurso na 25ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

“Cinco anos desde o fim do conflito, é importante para o Conselho de Direitos Humanos recordar a magnitude e gravidade das possíveis violações cometidas à época pelo governo e pelos rebeldes, que deixaram milhares de civis mortos, feridos ou desaparecidos”, disse Pillay.

Durante esta sessão, o Conselho deve criar um esboço de projeto de resolução sobre o estabelecimento de um inquérito das supostas violações.

Pillay observou que nos últimos anos o governo do Sri Lanka estabeleceu diversos mecanismos com a tarefa de investigar as violações passadas, “mas nenhum teve a independência para ser eficaz ou inspirar confiança entre as vítimas e testemunhas”, afirmou, acrescentando que também está “perturbada” com o assédio e a intimidação contínua de defensores de direitos humanos no país.

O governo do Sri Lanka declarou vitória sobre os rebeldes em maio de 2009, após quase três décadas de violentos confrontos que deixaram milhares de pessoas mortas.

Os últimos meses de conflito geraram preocupações sobre as possíveis violações dos direitos humanos internacionais e das leis humanitárias.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada no dia 27 de março, em idioma português, pela ONU no Brasil.