Etiquetas

, ,

C12 Foto ONU                           -Rio de Janeiro, Brasil.- O secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun I. Touré, elogiou o anúncio da Administração Nacional de Telecomunicações e Informação do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, feito na sexta-feira (14), sobre a sua intenção de delegar as funções da administração dos “números” de portas e endereços IP para a comunidade global, incluindo suporte completo para um modelo multissetorial de governança da Internet livre de regulação por qualquer governo ou organização inter-governamental.

Segundo nota divulgada no dia 17 de março, pela ONU Brasil, no idioma português, hoje, essa administração é feita pela IANA (Internet Assigned Numbers Authority, em português Autoridade para Atribuição de Números da Internet), um departamento de uma instituição privada norte-americana – o ICANN – que funciona como a máxima autoridade na atribuição dos “números” na Internet – entre os quais estão os números das portas e os endereços IP, bem como outros protocolos e os domínios web (endereços como un.org, por exemplo).

Eu gostaria de reiterar o que eu já disse muitas vezes: a Internet é um bem público global e, portanto, todas as nações e os povos devem ter uma palavra igual em seu funcionamento e desenvolvimento”, disse Touré.

Parabenizo o anúncio do governo dos EUA sobre a mudança do regime de supervisão da gestão dos recursos críticos da Internet e acredito que este desenvolvimento vai levar a uma melhor e mais produtiva cooperação entre as comunidades de telecomunicações e da Internet.

O chefe da UIT afirmou estar “ansioso” para um maior desenvolvimento dos mecanismos adequados que garantam a “gestão justa, equitativa e inclusiva dos recursos críticos da Internet para o benefício de todos”. Diversas organizações – incluindo a agência da ONU – discutirão o tema em um evento no Brasil, em abril próximo, o Net Mundial.

Exorto todas as partes envolvidas a desenvolver o plano de transição no espírito dos princípios acordados na Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, em 2003 e 2005”, disse Touré, que pediu um debate “de forma transparente, aberta e construtiva com vista a garantir uma Internet mais justa e acessível a todos”.