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Atividade física é essencial para evitar doenças crônicas. Foto: OPAS/OMS

Atividade física é essencial para evitar doenças crônicas. Foto: OPAS/OMS

Rio de Janeiro, Brasil.- O diabetes e a hipertensão, em conjunto com o envelhecimento, são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de uma doença renal crônica, que, de acordo com estudos, afeta um em cada dez adultos em todo o mundo. Para reverter esta situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS)/Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) pede aos médicos que incorporarem testes ou marcadores de lesão renal para pacientes de alto risco, especialmente diabéticos e hipertensos, e sugere ao público em geral que mantenha estilos de vida saudáveis.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada pela ONU Brasil no dia 12 de março.

A doença renal crônica é a perda progressiva da função renal em meses ou anos. Em sua fase inicial, a doença não tem sintomas e pode ser tratada. No entanto, em etapas onde a doença é mais avançada, a pessoa pode precisar fazer diálise ou até um transplante de rim.

Nas últimas cinco décadas a expectativa de vida na América Latina e no Caribe aumentou em mais de 20 anos. “As pessoas têm prolongado a sua sobrevivência, mesmo sofrendo com uma ou mais doenças crônicas e estando expostas a fatores de risco. Isso faz com que o impacto sobre os órgãos, como os rins, tenha crescido entre os idosos, revelando a necessidade de prestar mais atenção para a questão”, explica o assessor regional sobre Envelhecimento e Saúde da OPAS/OMS, Enrique Vega.

De acordo com a pesquisa “Saúde, Bem-estar e Envelhecimento”, organizada pela OPAS/OMS, na América Latina e no Caribe, dois em cada três idosos têm uma das seis doenças crônicas comuns (hipertensão, diabetes, doença cardíaca, doença cerebrovascular, doença articular ou doença pulmonar crônica) e dois em cada três disseram que tinham pelo menos dois fatores de risco dentro dos que são levados em conta (tabagismo, excesso de peso ou falta de atividade física).

Nas Américas, as doenças não transmissíveis (câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, etc) são as causas de três em cada quatro mortes, o equivalente a 4,45 milhões de mortes por ano. A OPAS/OMS está trabalhando com os países das Américas para reduzir em 25% as mortes prematuras por essas doenças até 2025.