Rio Xingu. Foto: Rui Faquini

Rio Xingu. Foto: Rui Faquini

Rio de Janeiro.- A Bacia Amazônica é a maior floresta tropical do mundo, com quase 7 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 40% do território da América Latina e do Caribe. O rio Amazonas, que tem cerca de 7 mil quilômetros de extensão, fornece 15% da água doce que vai para o Oceano Atlântico.

Segundo nota divulgada pela ONU Brasil, no dia 7 de março, Um projeto da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) discute os problemas que afetam as cidades nos arredores do rio e projeta um programa para a conservação da biodiversidade e proteção das comunidades que dependem dela. Cerca de 28 milhões de pessoas vivem perto do rio que atravessa oito países da região, incluindo o Brasil, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador e Venezuela.

O diretor executivo do OTCA, Mauricio Dorfler, afirma que a região amazônica possui uma biodiversidade muito rica e conta com a presença de plantas vasculares – árvores ou plantas que podem ser utilizadas medicinalmente, industrialmente ou para fins alimentícios. Ele informa que aproximadamente 280 povos indígenas habitam a Amazônia.

Os projetos que estão sendo formulados como resposta para recursos hídricos e mudanças climáticas contam com o assessoramento técnico do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e enfrentam problemas como a mudança do comportamento dos peixes – que podem afetar a segurança alimentar da população local -, contaminação da água por causa da extração ilegal de minérios e do despejo de resíduos no rio sem o tratamento adequado e as inundações.

O programa está criando um conjunto de estratégias para enfrentar o aumento do nível do mar, que, de acordo com Dorfler, é um fator preocupante especificamente para a população da ilha de Marajó, no Brasil. Ele reitera que os impactos mais graves das mudanças climáticas estão nas inundações, secas e incêndios florestais.