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Estudantes palestinos em mesquita de Jerusalém Oriental. Foto: UNRWA

Estudantes palestinos em mesquita de Jerusalém Oriental. Foto: UNRWA

Rio de Janeiro, Brasil.- O comitê da Assembleia Geral da ONU sobre os direitos dos palestinos pediu ao Conselho de Segurança que tome rapidamente medidas para enfrentar fatos “alarmantes” que vem acontecendo em Jerusalém Oriental, incluindo o aumento de incursões de extremistas e líderes políticos israelenses no complexo da Mesquita de Al-Aqsa.

O comitê afirmou nesta quarta-feira (5) que estes incidentes são uma provocação aos muçulmanos e levam a confrontos durante os quais civis palestinos acabam sendo feridos e presos. “Tais ações nesta área altamente sensível não só são um motivo de preocupação para os palestinos, mas também podem ser percebidas como graves atos de incitamento”, alertou o comitê. “Além disso, prejudicam o atual processo de negociações, ameaçando as perspectivas de paz.”

Em 2013, 565 estruturas foram demolidas em Jerusalém Oriental, deslocando 298 palestinos. Os palestinos que vivem na área têm autorização para construir em apenas 14% de Jerusalém Oriental, e um terço das terras palestinas nesta região foi desapropriada desde 1967. No mesmo período, Israel revogou o estatuto de residência de mais de 14 mil palestinos.

É preciso dizer que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU Brasil, no dia 6 de março.