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Protesto em Kiev em dezembro de 2013. Foto: Alexandra (Nessa) Gnatoush/ Flickr.com/nessa_flame

Protesto em Kiev em dezembro de 2013. Foto: Alexandra (Nessa) Gnatoush/ Flickr.com/nessa_flame

Rio de Janeiro, Brasil.- A crise política e a recente escalada de violência na Ucrânia mostram que a situação de segurança na Europa não pode ser subestimada, disse o chefe da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Didier Burkhalter, definindo áreas de cooperação mais estreitas com as Nações Unidas.

Estes acontecimentos têm revelado a necessidade de promover o diálogo, restabelecer a confiança e reconstruir pontes tanto na Ucrânia quanto em toda a região euro-atlântica e euro-asiática”, disse Burkhalter.

Segundo ele, é preciso se concentrar na melhoria da implementação de instrumentos de direitos humanos, democracia, e Estado de Direito, já que convenções e compromissos políticos só podem melhorar as vidas das pessoas se as implementações forem aceitas e promovidas pelos Estados nacionalmente.
A OSCE já atua em estreita cooperação com a ONU em questões como mudanças climáticas, redução de risco de desastres, prevenção à tortura e combate ao terrorismo.

Em seu relato ao Conselho de Segurança da ONU, Burkhalter propôs a criação de um Grupo de Contato Internacional sobre a Ucrânia, que tem testemunhado protestos em massa e confrontos mortais durante vários meses, culminando na deposição do seu presidente no sábado (22) pelo Parlamento.

Estamos testemunhando uma fase de escalada de violência na Ucrânia”, afirmou. “É essencial apoiar um processo justo e inclusivo de transição que não marginalize qualquer parte da Ucrânia ou qualquer comunidade. A Ucrânia merece plena atenção internacional e apoio.”

Burkhalter definiu diversas áreas para uma maior colaboração entre a OSCE e a ONU, observando que essa cooperação aumenta significativamente o impacto positivo do trabalho que está sendo feito, acrescentando que “as organizações regionais devem desempenhar um papel de liderança na implementação atual dos compromissos assumidos no contexto da ONU”.

É preciso assinalar que a informação foi traduzida e divulgada no dia 26 de fevereiro pela ONU Brasil.