Equipe eleitoral no Afeganistão preparando o terreno para as eleições, que será fundamental para a estabilidade do país. Foto: Shamsuddin Hamedi/UNAMA

Equipe eleitoral no Afeganistão preparando o terreno para as eleições, que será fundamental para a estabilidade do país. Foto: Shamsuddin Hamedi/UNAMA

Rio de Janeiro, Brasil.- Com a aproximação das eleições nacionais no Afeganistão, o chefe das Nações Unidas no país pediu que autoridades locais e órgãos eleitorais independentes assegurem a credibilidade das eleições. Ele também pediu enfaticamente que o Talibã pare de sabotar o processo eleitoral.

Minha mensagem [ao Talibã] direta ou indiretamente: permita que as pessoas a votem. Este é o seu direito. Estas são as suas pessoas. Este é o seu país também”, disse o representante do secretário-geral da ONU, Jan Kubis, disse em uma entrevista a um canal de TV local.

Kubis, que também comanda a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), pediu ainda a proteção dos candidatos e de todos que trabalharão nas campanhas.

Jan Kubis durante entrevista a TV local. Foto: ONU

Jan Kubis durante entrevista a TV local. Foto: ONU

As mortes de civis no Afeganistão aumentaram em 14% em 2013, afirmou a UNAMA no início deste mês. Mais mulheres e crianças foram mortas ou feridas na violência relacionada com o conflito desde 2009.

Pare de matar civis”, disse Kubis se dirigindo diretamente ao Talibã.

Ele expressou confiança na capacidade das Forças de Segurança Nacional Afegã (ANSF) para garantir a realização das eleições por todo o país.

No geral, ele disse que estava “razoavelmente satisfeito” com os preparativos para as eleições de 5 de abril, quando os eleitores vão escolher um novo presidente entre os 11 candidatos. O atual presidente, Hamid Karzai, não concorrerá por já estar em seu segundo mandato.

Além disso, os eleitores vão escolher membros para os 34 conselhos, um de cada província, com cada uma das províncias tendo entre nove e 29 membros, dependendo da densidade demográfica. Mais de 2.700 candidatos estão habilitados a concorrer nesta eleição.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada, no dia 24 de fevereiro, pela ONU Brasil.