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Família em uma favela em Sonagachi, Kolkata, na Índia. Foto: ONU/Kibae Park Família em uma favela em Sonagachi, Kolkata, na Índia. Foto: ONU/Kibae Park

Família em uma favela em Sonagachi, Kolkata, na Índia. Foto: ONU/Kibae Park

Rio de Janeiro, Brasil.- A desigualdade entre pobres e ricos está aumentando não somente entre países, como também dentro das próprias nações, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para o Dia Mundial da Justiça Social, celebrado todo dia 20 de fevereiro para demonstrar o poder da solidariedade global na criação de oportunidades para todos.

Ban disse que o lugar onde a pessoa nasceu e viveu ou sua etnia e gênero não podem determinar a sua renda, muito menos as oportunidades desse indivíduo para obter educação de qualidade, serviço de saúde básico, trabalho decente, água potável, participação política e uma vida livre da violência, informou a Rádio ONU.

O chefe das Nações Unidas alertou para o fato de que as várias manifestações que estão acontecendo pelo mundo têm como raiz a desigualdade, a discriminação e a pobreza generalizada. Ainda assim, Ban acredita que é possível reverter esse quadro através de iniciativas como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e a agenda de desenvolvimento pós-2015.

O secretário-geral da ONU afirmou que a comunidade internacional deve pôr em prática medidas que acabem com as barreiras à dignidade e ao desenvolvimento humano, proporcionando emprego, proteção social e participação política para todos e deixou claro que neste momento é importante fazer da justiça social o ponto central para se alcançar um crescimento equitativo e sustentável para todos.

OIT: Enfrentamos uma crise social, uma crise de justiça social

Em mensagem marcando a data, o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder,afirmou que atualmente toda uma geração de jovens enfrenta a perspectiva de um futuro mais incerto e menos próspero do que o que teve a geração anterior. A situação de muitos é tão desesperadora, afirma, que parece difícil acreditar que pode piorar.

Os responsáveis políticos dificilmente podem ignorar esta realidade. Antes mesmo da eclosão da crise financeira mundial em 2008, a metade da população mundial vivia com menos de 2 dólares ao dia, milhões de pessoas eram vítimas da fome e muitas pessoas não tinham nenhuma expectativa de encontrar trabalho decente”, disse.

Depois de seis anos de um crescimento econômico insuficiente e diante da falta de respostas políticas, completou Ryder, milhões de pessoas ficaram para trás, sem trabalho e desamparados diante do aumento dos preços dos alimentos e dos serviços.

Como resultado, enfrentamos uma profunda crise social, que também é uma crise de justiça social. São profundamente preocupantes as alarmantes e crescentes desigualdades das economias avançadas e em desenvolvimento. Atualmente, cerca de 1% da população acumula tanta riqueza quanto os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres do planeta”, alertou.

Para ele, as medidas de proteção social são elementos essenciais da resposta política. “Não é em vão que países com sistemas de seguridade social adequados conseguiram reduzir o índice de pobreza por mais da metade através das transferências sociais e registraram uma diminuição significativa das desigualdades.”

A proteção social não é somente um direito humano, mas também uma aposta em uma política econômica eficaz. A seguridade social dá acesso ao cuidado médico, à educação e à alimentação”, concluiu.

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou em 2007 o dia 20 de fevereiro como o Dia Mundial da Justiça Social, convidando os Estados-membros a dedicar a data à promoção de atividades nacionais de acordo com os objetivos e metas da Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social de 1995.

Neste encontro, líderes mundiais se comprometeram com a erradicação da pobreza, com o pleno emprego e com a promoção de objetivos primordiais de integração social em escala global.

É preciso dizer que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU Brasil, no dia 20 de fevereiro.