Muitos jovens iraquianos querem sair do país, mas têm pouca informação sobre procedimentos para migrar legalmente. Foto: IOM

Muitos jovens iraquianos querem sair do país, mas têm pouca informação sobre procedimentos para migrar legalmente. Foto: IOM

Rio de Janeiro, Brasil.- A última edição do Relatório Mundial da Juventude foi lançada na sexta-feira (14) pelo Departamento da ONU de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA) e destaca o impacto significativo dos jovens migrantes nos seus países e comunidades de origem e destino e os desafios que eles enfrentam no processo de se adaptar à nova realidade.

É preciso dizer que a informação, traduzida em português, foi divulgada pela ONU Brasil no dia 18 de fevereiro.

De acordo com as últimas estimativas da ONU, existem 232 milhões de migrantes internacionais em todo o mundo, o que representa 3,2% da população mundial de 7,2 bilhões de pessoas.

Atualmente, há 35 milhões de migrantes globais com idade inferior a 20 anos e 40 milhões entre as idades de 20 e 29. Juntos, eles representam mais de 30% de todos os migrantes do mundo, sendo que as mulheres são responsáveis por aproximadamente metade deles.

Reconhecer a diversidade dos jovens migrantes é importante para a compreensão do impacto da migração no desenvolvimento humano de jovens homens e mulheres e nos seus países de origem e de destino”, afirma o relatório, acrescentando que o estudo é essencial para desenhar intervenções específicas a fim de melhorar a experiência da migração.

De acordo com o documento, os jovens migrantes tendem a melhorar a sua própria situação financeira e as circunstâncias econômicas de suas famílias por meio da renda que ganham e as remessas que enviam para casa, enquanto os países de destino se beneficiam de uma maior eficiência econômica.

No entanto, os países de origem podem sofrer impactos negativos por causa da fuga de capital humano ou fuga de cérebros, quando profissionais de saúde e educação saem do território.

O relatório ainda afirma que o processo de migração em si traz diferentes desafios e experiências. Apesar da excitação causada pela saída do país, muitos jovens, porém, enfrentam dificuldades para obter informações sobre o seu destino, para saber quais são os documentos necessários para ficar legalmente no país e onde morar. Sem informação, eles podem sofrer abuso e exploração.

Os desafios não param por aí. Uma vez que a pessoa chegou ao país de destino, ela pode experimentar o choque cultural e a solidão. Ela também tem que lidar com a procura de alojamento, emprego, transporte e superação das barreiras de comunicação. Em longo prazo, pode enfrentar estereótipos e discriminação no trabalho e na sociedade em geral. Por isso, programas de orientação e sensibilização são essenciais, diz o documento.

No geral, os resultados de migração variam muito. Enquanto os jovens são especialmente vulneráveis aos riscos e perigos associados à migração, a sua capacidade como agentes de mudança social e desenvolvimento não deve ser subestimada”, afirma o relatório, acrescentando que independentemente do tempo de permanência no país, a experiência de migração transforma todas as pessoas que tiveram que passar por esta situação.