Na Namíbia uma mulher recolhe água para as necessidades de sua família. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Na Namíbia uma mulher recolhe água para as necessidades de sua família. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Rio de Janeiro, Brasil.- Na abertura da sessão anual da Comissão da ONU para o Desenvolvimento Social, em Nova York, temas como a recuperação da economia global, as medidas de austeridade, o contínuo desemprego e o envelhecimento da população mundial foram alguns dos principais temas discutidos. O foco, no entanto, foi o crescimento desigual.

Cabe dizer que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU Brasil no dia 12 de fevereiro.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Sociais e Econômicos, Wu Hongbo, afirmou que “a nossa atenção deve estar acima de tudo na questão da desigualdade que, em muitos casos, é a principal causa para a tumultos em todo o mundo”.

Segundo o relatório sobre a Situação Social Mundial de 2013, cerca de sete em cada 10 pessoas vivem em países onde a desigualdade aumentou. “Com o aumento das desigualdades, o desenvolvimento não pode ser sustentável”, alertou Wu Hongbo.

Ainda assim, o subsecretário-geral disse que “a combinação certa de políticas sociais podem deter a desigualdade. Esforços para igualar oportunidades e fomentar a participação fazem a diferença”, lembrando que “o empoderamento das pessoas é o ponto central do trabalho desta comissão”.

A Comissão para o Desenvolvimento Social (CSocD) funciona dentro da estrutura do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) das Nações Unidas.

Desde a convocação da Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social de Copenhague, em 1995, a Comissão tem sido o principal organismo da ONU encarregado do acompanhamento e implementação da Declaração de Copenhague e de seu Programa de Ação. Como resultado da Cúpula, o mandato da Comissão foi revisado e ampliado sua participação, de 32 para 46 membros em 1996.

Ela reúne-se uma vez por ano, em Nova York, normalmente em fevereiro. A sessão deste ano vai de 11 a 21 de fevereiro – detalhes