Soldados da paz do ONU no Sudão do Sul guardam a entrada de base em Juba. Foto: UNMISS/Isaac Billy Soldados da paz do ONU no Sudão do Sul guardam a entrada de base em Juba. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Soldados da paz do ONU no Sudão do Sul guardam a entrada de base em Juba. Foto: UNMISS/Isaac Billy
Soldados da paz do ONU no Sudão do Sul guardam a entrada de base em Juba. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Rio de Janeiro, Brasil.- A Missão de Paz das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) reiterou na segunda-feira (10) a necessidade da participação de “todos os representantes da sociedade civil e política” do país nas negociações de paz que foram retomadas em Adis Abeba, na Etiópia, inclusive os detidos do Movimento Popular de Libertação do Sudão (SPLM) que foram liberados recentemente.

Cabe assinalar que a informação foi divulgada pela ONU Brasil no dia 11 de fevereiro.

No mês passado, os dois lados do conflito assinaram um cessar-fogo, resultado de conversas mediadas pela Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), levando o país a um estado de relativa calma.

Durante a semana, a UNMISS deu apoio à viagem de uma equipe de avaliação da IGAD para a cidade de Malakal, 600 km ao norte da capital, Juba, no estado do Alto Nilo. A viagem faz parte do Mecanismo de Monitoramento e Verificação, uma das condições para o acordo de suspensão das hostilidades. Na segunda-feira, uma equipe da IGAD também visitou Bor, no Estado de Jonglei.

A UNMISS continua com as patrulhas militares e policiais pelo país. Em Nassir, no estado do Alto Nilo, a situação é considerada volátil. A Missão também recebeu relatos de confrontos entre o SPLM e forças de oposição ao governo em Thorgwang, no condado de Manyo. Em Bor, no Estado de Jonglei, a Missão observou que alguns funcionários do governo e civis começaram a retornar à cidade.

No total, 723.900 pessoas foram deslocadas pelo país desde que os conflitos tiveram início em 15 de dezembro. Outras 145 mil buscaram refúgio em países vizinhos e 74.800 estão abrigadas nas 10 bases da ONU pelo país.