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Chefe humanitária do UNAMA, Georgette Gagnon visita menino ferido por um dispositivo explosivo improvisado em janeiro de 2013. Foto: ONU / Fardin Waezi

Chefe humanitária do UNAMA, Georgette Gagnon visita menino ferido por um dispositivo explosivo improvisado em janeiro de 2013. Foto: ONU / Fardin Waezi

Rio de Janeiro, Brasil.- O número de vítimas do conflito no Afeganistão aumentou 14% no ano passado, chegando a um total de 8.615 pessoas, com 2.959 mortes de civis e 5.656 feridos, alertou o relatório anual da ONU sobre proteção de civis em conflitos armados, lançado no último sábado (8).

Em comparação com 2012, o número de mortes aumentou 7% e de lesões 17%, disse a Missão de Assistência da ONU no país (UNAMA). Desde 2009, o conflito armado já causou a morte de 14.064 civis afegãos e milhares de feridos.

Segundo o chefe da missão, Ján Kubiš, a “esmagadora maioria” das mortes são causadas por ações de elementos antigovernamentais, incluindo o Talibã. Há também mais civis sendo mortos e feridos em decorrência do envolvimento direto entre rebeldes e as Forças Nacionais de Segurança do Afeganistão, observou.

De acordo com o relatório, 74% das mortes e lesões em 2013 foram causadas por elementos antigovernamentais, 11% por forças pró-governo e 10% em lutas entre combatentes a favor e contra o governo.

O documento afirma que 2013 foi o pior ano desde 2009 em relação a mortes e ferimentos de mulheres e crianças. Segundo o documento, 235 mulheres morreram e 511 ficaram feridas devido aos conflitos, um aumento de 36% em relação a 2012.

Dispositivos explosivos improvisados (DEI) usados pelos rebeldes foram a principal causa das mortes, enquanto os combates em terra foram os responsáveis pela maior parte das lesões.

A UNAMA documentou 561 crianças mortas e 1.195 feridas em 2013, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. Os DEI causaram o maior número de mortes, matando 192 pessoas e ferindo 319.

Ao longo de 2013, a missão registrou um aumento de ataques atribuídos ao Talibã, que aumentaram o uso de dispositivos explosivos improvisados e continuam atacando civis. A UNAMA destacou que esses atentados são proibidos pelo direito internacional humanitário e podem constituir crime de guerra.

O relatório pediu que as forças governamentais aumentem a proteção dos civis e investiguem todas as alegações de violações dos direitos humanos no país.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida em idioma português e divulgada pela ONU Brasil no dia 10 de fevereiro.