Crianças em centro para refugiados somalis. Foto: ONU/Tobin Jones Crianças em centro para refugiados somalis. Foto: ONU/Tobin Jones

Crianças em centro para refugiados somalis. Foto: ONU/Tobin Jones

Rio de Janeiro, Brasil.- O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, e o ex-presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, destacou na quinta-feira (6) a necessidade de esforços globais para lidar com o problema dos fluxos financeiros ilícitos originários da África, que vêm prejudicando o desenvolvimento do continente nas últimas décadas.

È preciso dizer que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU Brasil no dia 7 de fevereiro.

Segundo estimativas das Nações Unidas, a África perde 50 bilhões de dólares por ano em fluxos ilícitos, o que ultrapassa os investimentos recebidos pelo continente.

Cerca de dois terços desses fluxos de saída têm origem em atividades de multinacionais, enquanto aproximadamente 30% vêm de atividades criminais, incluindo tráfico humano e do narcotráfico, assim como outras práticas corruptas. Segundo Mbeki, os países que recebem esse dinheiro são países desenvolvidos e paraísos fiscais.

Se conseguirmos impedir que a África perca recursos em fluxos de saída ilícitos, esses fundos podem ser direcionados para atender as necessidades das pessoas no continente e permitir que elas tenham um futuro melhor”, afirmou Mbeki no Painel de Alto Nível sobre Fluxos Financeiros Ilícitos da África, na sede da ONU em Nova York.

O Painel, estabelecido pela Comissão Econômica da ONU para a África (UNECA) e pela União Africana (UA), foi inaugurado em fevereiro de 2012 e, além de ser presidido por Mbeki, conta com a participação de nove membros de dentro e fora do continente.

O relatório final do Painel, após a visita aos Estados Unidos, deve ser apresentado em junho deste ano, incluindo observações sobre o problema e propostas detalhadas sobre como deve ser a resposta do continente e do resto do mundo.