C10 Foto ONU  -Rio de Janeiro, Brasil.- Vista por mais de 168 mil pessoas durante temporada em São Paulo, a mostra “Resistir é Preciso” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, onde estará exposta de 12 de fevereiro a 28 de abril de 2014.

É preciso dizer que a informação foi fornecida o dia 6 de fevereiro pela Organização das Nações Unidas no Brasil

O acervo da exposição aumentou e contará também com imagens dos fotojornalistas Luis Humberto e Orlando Brito, que registraram fotos sobre o cotidiano político brasileiro durante a ditadura. Muitas dessas imagens foram censuradas e só mais tarde se tornaram conhecidas.

Idealizada pelo Instituto Vladimir Herzog — parceiro do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) — com o objetivo de manter viva na memória dos brasileiros a luta da imprensa durante a ditadura, a exposição é organizada em parceria com o Ministério da Cultura, Banco do Brasil, Correios e BNDES. Obras de arte, cartazes, fotografias e depoimentos em vídeo integram a mostra.

Após o Rio de Janeiro, a exposição passará também pelo CCBB Belo Horizonte de 21 de maio a 28 de julho. A mostra também passou por Brasília de agosto a setembro de 2013.

Sobre a exposição

A exposição “Resistir É Preciso” é uma idealização do Instituto Vladimir Herzog e tem como objetivo contar a história da resistência à ditadura militar que se implantou no Brasil em 1964 e que permaneceu no poder até a eleição indireta de Tancredo Neves, em 1985.

Nesse período, muitos trabalhadores, estudantes, intelectuais, artistas, religiosos e diversas outras pessoas de vários setores da sociedade civil lutaram pelo restabelecimento da democracia.

Durante a luta, milhares de pessoas foram presas e torturadas, centenas foram mortas e muitas delas, até hoje, continuam desaparecidas. Para sobreviver, inúmeros brasileiros foram obrigados a se exilar.

Resistir É Preciso” reuniu um expressivo conjunto de obras de arte que mostra a militância dos artistas clamando por democracia e denunciando os abusos e os crimes da ditadura.

Nesses anos, nasceu, também, uma imprensa de resistência que se expandiu no país, na clandestinidade e no exílio. Muitas publicações dessa imprensa alternativa eram vendidas nas bancas de jornal e, mesmo censuradas, foram importantes para a resistência à ditadura militar.

A exposição possibilitará aos jovens conhecer melhor as lutas pela reconstrução democrática através da linha do tempo, que abrange o período de 1960 a 1985 e inclui fatos marcantes do cenário político e cultural do Brasil e do mundo.

Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados”, afirmam os organizadores.

Todos os detalhes sobre a exposição