Integrante uruguaio da força de paz da ONU realiza a guarda do complexo da missão em Goma. Foto: MONUSCO/Capitão Gerardo Tajes

Integrante uruguaio da força de paz da ONU realiza a guarda do complexo da missão em Goma. Foto: MONUSCO/Capitão Gerardo Tajes

Rio de Janeiro, Brasil.- A principal autoridade das Nações Unidas na República Democrática do Congo (RDC) condenou fortemente nesta quarta-feira (5) o assassinato de um funcionário nacional que trabalha para a missão de paz da ONU no país.

Em um comunicado emitido por seu escritório, Martin Kobler, representante especial do secretário-geral e chefe da Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO), disse que o funcionário foi morto a tiros nesta manhã enquanto se dirigia para o trabalho em Beni, cidade localizada na parte nordeste do país.

Em nome de toda a Missão, condeno veementemente este assassinato”, disse Kobler, que acrescentou: “Exorto as autoridades a realizar de imediato uma investigação e prender os autores deste ato horrível. As pessoas envolvidas devem ser levadas à justiça o mais rapidamente possível.”

A RDC tem sido dilacerada por guerras civis e conflitos internos desde que se tornou independente em 1960, mas com o apoio de uma série de missões da ONU, a estabilidade foi parcialmente restaurada na maior parte do vasto país ao longo da última década.

O conflito entre o governo e diversos grupos sectários e rebeldes continuaram a devastar o leste do país, particularmente as províncias de Kivu do Norte e do Sul.

Em março de 2013, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o envio de uma brigada de intervenção dentro da MONUSCO para realizar operações ofensivas direcionadas, com ou sem o exército nacional congolês, contra os grupos armados que ameaçam a paz no leste da RDC.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida e divulgada pela ONU Brasil no dia 5 de fevereiro.