Estrutura palestina demolida na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold Estrutura palestina demolida na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Estrutura palestina demolida na Cisjordânia. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Rio de Janeiro, Brasil.- O coordenador humanitário da ONU para o território ocupado da Palestina, James W. Rawley, pediu na última sexta-feira (31) que Israel pare com os deslocamentos de palestinos no Vale do Jordão, após 66 pessoas, incluindo 36 crianças, terem sido forçadas a sair de suas casas na comunidade de Ein al Hilwe, na quinta-feira (30).

Estou profundamente preocupado com o deslocamento contínuo e a expropriação dos palestinos na Área C, particularmente ao longo do Vale do Jordão, onde o número de estruturas demolidas mais do que dobrou no ano passado”, disse Rawley.

A Área C representa mais de 60% da Cisjordânia, onde Israel mantém controle sobre a segurança, o planejamento e as construções.

Esta atividade não só priva os palestinos do acesso à moradia e aos serviços básicos, como também é contrária ao direito internacional”, acrescentou em um comunicado divulgado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Ele afirmou que as demolições devem parar até que ambas as partes entrem em um acordo para um planejamento justo e que atenda às necessidades da população.

As agências humanitárias estão fornecendo assistência para as famílias que estão atualmente desabrigadas e com dificuldade para sobreviver. Porém, de acordo com o OCHA, em diversos casos, Israel apreendeu, confiscou ou destruiu a assistência humanitária fornecida a essas pessoas.

O Escritório acrescentou que o deslocamento aumentou 25% em 2013, com mais de 1.100 pessoas desabrigadas na Cisjordânia, tanto na Área C quanto em Jerusalém Oriental, após a demolição de estruturas construídas sem uma licença de construção emitida por Israel, o que é “praticamente impossível de se obter”.

Desde o início de 2014, mais de 100 propriedades palestinas foram demolidas nessas áreas, forçando mais de 180 palestinos, incluindo cerca de 100 crianças, a deixarem suas casas.

Cabe assinalar que a informação foi traduzida em idioma português e divulgada pela Onu Brasil no dia 3 de fevereiro.