Canal educativo de TV em Bagdá, capital do Iraque. Foto: UNESCO

Canal educativo de TV em Bagdá, capital do Iraque. Foto: UNESCO

Rio de Janeiro.- A UNESCO realizou uma série de consultas com representantes do governo, parlamento, instituições de mídia e da sociedade civil no Iraque como parte do esforço para a implementação do Plano de Ação da ONU sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade.

A implementação do Plano da ONU no Iraque é considerada urgente por causa do alto número de assassinatos de jornalistas em 2013, sem que nenhum dos responsáveis tenha sido levado à Justiça.

A UNESCO se reuniu com representantes de 21 partes envolvidas e obteve promessas de apoio à implementação do Plano de Ação da ONU.

Várias organizações se comprometeram a começar imediatamente os preparativos para suas contribuições para o Plano antes da próxima Conferência da ONU prevista para 2014, que resultará em um conjunto de recomendações e em um plano de implementação a nível nacional para o Iraque.

O gabinete do primeiro-ministro apoia qualquer iniciativa sobre a segurança dos jornalistas e cumpre a lei que impede a prisão e o assassinato de jornalistas”, disse Maryam al Rayes, assessora especial do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, prometendo o apoio do escritório para a conferência e a implementação do Plano da ONU.

O Ministério do Interior também garantiu o seu apoio, afirmando que está “pronto para fazer qualquer coisa” para apoiar a implementação do plano, observando que todo ano a polícia e funcionários do Ministério recebem treinamento sobre direitos humanos. Ele disse estar disposto a incluir um foco específico para a liberdade de expressão e trabalhar com jornalistas e com os meios de comunicação.

As reuniões destacaram a necessidade de compreender as principais fontes de ameaças a jornalistas e as tendências em matéria de segurança, incluindo o terrorismo, a politização da mídia e as falhas éticas e profissionais.

As eleições de âmbito nacional agendadas para 30 de abril de 2014 também ressaltam a importância da segurança dos jornalistas. “As eleições vão ser muito perigosas”, disse Mouaid Al-Lami, chefe do Departamento de Relações Exteriores do Sindicato dos Jornalistas do Iraque (IJS, na sigla em inglês), um sentimento ecoado pelos jornalistas e ONGs da área.

É preciso dizer que, a informação foi traduzida em idioma português e divulgada pela ONU no Brasil.